Isolado, ex-governador Jatene se joga nos braços do bolsonarismo

Foto: Tarso Sarraf/Folhapress

O ex-governador do Pará, Simão Jatene (sem partido), impedido de concorrer ao pleito estadual por conta de sua inelegibilidade, decisão confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vem sinalizando apoio ao campo bolsonarista na disputa pelo governo do estado. Se este cenário se confirmar, o ex-governador, isolado e defenestrado por antigos aliados, poderá encerrar sua carreira política no lado mais nefasto da política brasileira.

“Visivelmente impaciente e irritado, o ex-governador demostra estar tateando em busca de uma desculpa esfarrapada e cínica para aliar-se a Bolsonaro. Simão Jatene, falso-moralista de sempre, agora sem plateia e sem rumo”, alertou o presidente do Sindifico/Pará, Charles Alcântara, através de sua conta no Twitter.

Em entrevista concedida à jornalista Mary Tupiassu, publicada no portal “Belém Trânsito”, o ex-governador foi questionado sobre a possível ameaça que o Presidente da República Jair Bolsonaro (PL) possa representar para a democracia, Simão Jatene foi claro em dizer que não acredita nesses discursos. “Eu não acho (que vivemos sob ameaça de fascismo), realmente não acho. Eu acho que ele não consegue nem aparelhar o Estado como o grupo do PT aparelhou. Eu acho que ele não consegue uma adesão das forças armadas para uma aventura. Eu tenho muito medo dessa avaliação, porque eu não o conheço profundamente, nem superficialmente, para saber se ele pensa assim ou não”, afirmou.

De acordo com o Portal, Jatene ainda chamou de fantasioso o discurso que coloca em pauta o apreço do atual presidente ao militarismo, como se isso representasse uma ameaça à Democracia. “Eu acho um discurso rigorosamente fantasioso. Eu posso ser ingênuo, ou posso ter ficado velho. Eu não consigo ver razões objetivas nessa história. Eu acho que ele não representa o perigo que, de vez em quando, se tenta criar. A fantasia de que você pode ter uma reprodução do reich aqui, do Hitler, da Alemanha. Eu não o acho uma ameaça à República. O que ameaça a República é viver interpretando a lei conforme conveniência”, declarou o ex-governador.

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