Quase 15 mil famílias já recebem o Bora Belém, programa de renda básica da capital paraense

O programa de renda cidadã Bora Belém vai ampliar o benefício em R$ 50,00, a partir do mês fevereiro, e vai manter as famílias beneficiadas que passaram a receber o Auxílio Brasil, do Governo Federal.

O anúncio foi feito na noite de quarta-feira, 2, pelo prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, na plenária que comemorou um ano do programa.

O encontro foi realizado no ginásio Mangueirinho, no bairro do Mangueirão, e contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o governador Helder Barbalho, além de beneficiários do programa dos bairros do Bengui, Tapanã e Aurá, que tiveram oportunidade de tirar dúvidas sobre o benefício.

Mulheres chefiando – Atualmente, o Bora Belém atende cerca de 14 mil famílias, sendo que mais de 12 mil têm mulheres chefiando. O benefício é uma iniciativa da Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), que conta com a cooperação do Governo do Estado.

Plenária – Durante a plenária, o prefeito Edmilson Rodrigues anunciou algumas novidades para o programa neste ano de 2022. Uma delas é o aumento do benefício em R$ 50. As pessoas que recebem R$ 150 começam a receber R$ 200, de R$ 300 passa para R$ 350 e quem recebe R$ 450 receberá R$ 500.

“Decidimos aumentar em R$ 50 e, a partir deste mês, já vamos pagar. Em um ano, a certeza de que é necessário investir mais nesse programa, porque realmente é uma revolução em termos de inclusão social, que o Bora Belém está fazendo”, explicou o prefeito Edmilson Rodrigues.

A outra novidade é a decisão de manter os beneficiários que passaram a receber o Auxílio Brasil, do Governo Federal.

“Quem for incorporado ao programa federal, esse novo programa que substitui o Bolsa Família, não será retirado do programa Bora Belém, que será um complemento”, afirmou o prefeito de Belém.

Primeiras contempladas – Duas beneficiárias do programa, Samaritana da Silva e Keila Sobral, que foram as primeiras contempladas com a renda cidadã, subiram ao palco e falaram sobre mudança de vida proporcionada pelo Bora Belém.

“Como eu não tinha renda, isso ajudou muito a minha família, ainda mais nesse momento de pandemia. Já participei do Donas de Si e consegui a minha capacitação”, disse Keila Sobral.

Esperança – Sentada em uma das cadeiras que cobriam a quadra do ginásio Mangueirinho estava a autônoma Paula Moura, de 48 anos. Mãe de duas crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA), Paula viu sua vida mudar completamente em 2020, quando voltou do Líbano, onde morava há 10 anos, depois da explosão no porto de Beirute, capital do país.

“Sou de Belém, mas eu já morava no Líbano há 10 anos e quando explodiu a bomba lá no Porto de Beirute, como nós morávamos perto, perdemos tudo, então, alguns amigos, algumas pessoas próximas se reuniram e nos trouxeram aqui pra Belém”, lembrou.

Com dificuldades financeiras ao voltar para a capital paraense, Paula e os filhos foram morar em um abrigo, mas com o benefício do Bora Belém, que vem recebendo desde junho de 2021, a esperança voltou.

“Um dia fui à Funpapa, no setor de refugiados e estrangeiros, e nos acolheram de uma forma maravilhosa. Já estamos recebendo o benefício desde junho, e está contribuindo muito para minha renda. Logo nos primeiros meses, era a nossa única fonte”, contou emocionada.

Objetivo – O Bora Belém tem outros projetos que complementam o programa, como o Donas de Si e o microcrédito do Banco do Povo.

O objetivo, este ano, é capacitar mais de 5 mil famílias, por meio do Donas de Si, e dar acesso a essas famílias ao microcrédito, com juros zero.

Objetivo é atender 22 mil famílias – “Essas mudanças vão melhorar, cada vez mais, o programa. O Bora Belém já está atendendo quase 15 mil famílias e temos o objetivo de atingir 22 mil”, comentou Alfredo Costa, presidente da Funpapa.

Segundo o governador Helder Barbalho, o programa mostra a parceria entre entre estado e município. “É a união que permite estado e prefeitura olharem para Belém e para quem precisa. Ele compõe um conjunto de ações entre as esferas”, comentou.

Victor Miranda – Agência Belém

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