Foto: Ascom Belemtur
A Prefeitura de Belém e o Internacional Council for local Environmental Initiatives (Iclei) convocaram representantes do Fórum de Mudanças Climáticas de Belém com membros da sociedade civil, para participarem de oficina de mapeamento do clima em caráter participativo. A parceria entre Prefeitura e Iclei visa possibilitar capacitações técnicas e apresentar diagnóstico sobre mudanças climáticas na capital paraense, preparando a cidade para a realização da COP-30. A organização parceira se constitui numa rede de iniciativas governamentais pela sustentabilidade.
A atividade que acontece nesta quarta-feira, 6, e quinta-feira, 7, no auditório da Faculdade Estácio do Pará (FAP), tem como ponto alto a apresentação do diagnóstico ecossistêmico e análise de riscos, que vão apontar as atividades, áreas geradoras e as mais impactadas em Belém pelas emissões de gases poluentes ao ambiente e à população.
Inventário de emissões de gases de efeito estufa de Belém
O inventário específico de Belém tem o diferencial de promover o engajamento de organizações sociais da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, Organizações Não-Governamentais. Segundo o coordenador do Fórum Municipal de Mudanças Climáticas, o pesquisador Sérgio Brazão, o objetivo da oficina é engajar a população que participa do fórum, para compartilhar informações técnicas sobre o tema e, ao mesmo tempo, fazer com que a construção da COP em Belém cada vez se fortaleça e seja diferenciada com a participação de vários setores.
Ele informa que a oficina está destinada aos representantes das comunidades, dos territórios, bem como de outras instituições de excelência científica da Amazônia e organizações populares, que agregam ao diagnóstico apresentado pelo Iclei, que apoia iniciativas no mundo todo.
A partir do inventário, que apresenta os indicadores de áreas, perfis e impactos na vida da população, será possível entender os efeitos das mudanças climáticas em Belém. Assim, governo e população podem pensar no plano municipal que a cidade precisa, com o objetivo de enfrentar esses desafios de combate ao aquecimento global e seus efeitos.
“Essa parceria entre a Prefeitura de Belém e o Iclei rende bons frutos: um levantamento rigoroso de toda a situação climática em Belém, dos impactos da urbanização e a população de mais de 1,5 milhão de habitantes. De modo que todos esses impactos serão medidos e também todas as possibilidades de remediar essas situações que produzem crises climáticas”, afirmou o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues.
Para o secretário executivo adjunto do Iclei América do Sul, Rodrigo Corradi, por meio do inventário é necessário medir os impactos das emissões dos gases de efeito estufa locais, para “um planejamento efetivo das ações de mitigação e adaptação climáticas da cidade”.
Mudanças climáticas e planejamento urbano da cidade
Em 2023, a Prefeitura de Belém passou integrar um fundo internacional que garantiu suporte técnico para realizar um diagnóstico e, assim, planejar ações de prevenção e enfrentamento às crises climáticas na cidade.
O prefeito Edmilson Rodrigues e o secretário executivo do Iclei na América do Sul,Rodrigo Perpétuo, assinaram o termo de parceria. O termo garantiu desenvolver ferramentas de análises de risco e vulnerabilidade climática no município, assim como gerou um diagnóstico de serviços ecossistêmicos que são as bases para que a Prefeitura pensar as condições reais de mudanças climáticas num planejamento urbano em favor do clima e melhor qualidade de vida das pessoas.
O Fundo é um projeto do governo alemão, operado pela União Internacional pela Conservação da Natureza, fortalecendo redes governamentais para estudos e ações sobre as mudanças climáticas no planeta.
Serviço: Oficina de mapeamento participativo de Belém
Dias: 06 e 07 de dezembro
Horário: 13h às 17h
Local: Auditório da Faculdade Estácio do Pará (FAP) . Rua Municipalidade, 839 – Reduto
Texto: Prefeitura Municipal de Belém








