Após a audiência de custódia, realizada na manhã de sexta-feira (19), a Justiça resolveu manter a prisão preventiva do ex-deputado paraense, Wladimir Costa. Ele foi transferido para o Complexo Penitenciário de Americano, no município de Santa Izabel, às margens da BR-316, região metropolitana da capital paraense.

A prisão preventiva de Wladimir foi deferida em razão da prática reiterada dos crimes eleitorais de violência política praticados por meio das redes sociais contra a deputada federal Renilce Nicodemos (MDB-PA). Wladimir também coleciona uma série de acusações e condenações, que vão desde assédio, ofensas, disseminação de desinformação, à abuso de poder econômico e gastos ilícitos em campanha eleitoral.

O ex-deputado, cassado por abuso de poder econômico, não poderá pleitear o benefício de cela especial durante sua prisão preventiva e deverá compartilhar sua rotina numa das unidades prisionais do Complexo Penitenciário, que abriga cerca de 6 mil presos.

De acordo com o Código de Processo Penal, a prisão preventiva é usada pelo juiz em um inquérito policial ou ação penal como uma espécie de prisão cautelar, recolhendo de maneira preventiva o acusado em uma instituição prisional.

Nesses casos, embora o acusado não tenha uma sentença transitada em julgado, já existem provas do delito e indícios de autoria. Assim, o juiz resolve por decretar a prisão como forma de proteger a sociedade ou ainda evitar que ele prejudique a persecução penal, ameaçando testemunhas ou destruindo provas, por exemplo.

Inelegível

Wladimir Costa foi condenado em dezembro de 2017 por unanimidade no Tribunal Regional Eleitoral do Pará por abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha eleitoral de 2014. Seu mandato foi cassado e ele foi tornado inelegível por 8 anos.

Desvio de salários dos funcionários

O ex-deputado também foi denunciado pelo Ministério Público Federal por peculato por suposta “rachadinha” em seu gabinete na Câmara, em 2005. De acordo a denúncia, três de seus assessores repassavam ao ex-deputado parte de seus salários.

Assédio

Wladimir também foi acusado de assédio a uma repórter. Ele foi denunciado ao Conselho de Ética da Câmara por falta de decoro, mas processo foi arquivado na época.

Ele também foi flagrado enviando mensagens para uma mulher pedindo a ela para “mostrar a bunda”, e dizendo que “não são suas profissões que a destacam como mulher”. O fato ocorreu dentro do Plenário da Câmara, enquanto tentatva barrar as investigações de corrupção passiva contra ele.

Condenado por ofensa

Wladimir Costa foi condenado por ofensas contra os artistas Wagner Moura, Letícia Sabatella, Sônia Braga, Glóra Pires e o marido dela, Orlando de Morais, em janeiro de 2023. Wladimir ofendeu os artistas chamando-os de “vagabundos” por se habilitarem a patrocínios através da lei Rouanet. Ele ainda disse que Wagner Moura era “ladrão” e trocou o nome de Letícia Sabatella por “Letícia Mortadela”.

Com informações de O Globo

Deixe um comentário