Foto: Marcelo Lelis/Ag. Pará. População critica possibilidade de uma “fábrica de multas”. 

A proposta de reforma administrativa do prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), que pretende extinguir diversos órgãos públicos municipais, vem tendo grande repercussão negativa. Uma das propostas é a extinção da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), fundindo-a com a Guarda Municipal, e permitindo que a Polícia Militar fiscalize o trânsito na capital paraense.

Segundo o ex-vereador Fernando Carneiro (Psol), que já foi diretor da Semob no começo dos anos 2000, a proposta é atrasada. “Trânsito, hoje em dia, é sobretudo engenharia. A fiscalização pode e deve ser feita pelos agentes e pelo Detran. Mas mais grave é o transporte (lembremos que a Semob cuida também do Transporte) que vai ficar onde? Sob cuidados da PM também?”, afirma ele. Carneiro ainda questiona se a proposta foi discutida com os servidores ou com a própria população.

Câmera no veículos

Outras críticas vem sendo feitas pela população nas redes sociais, como a sobrecarga de trabalho para a Polícia Militar e o prejuízo para a segurança pública que a proposta pode ocasionar, além da possibilidade de uma “fábrica de multas”. Como prevenção, vem sendo sugerida a instalação de câmeras no veículos. “Galera comprem mini câmera para colocar nos seus veículos escondidos, vai que precisa provar alguma coisa que você não fez”, disse um internauta.

Outra cobrança é que sejam realizados concursos para o Detran e a Semob, para ampliar a fiscalização. “Isso é um absurdo, faça concurso público pra agente de fiscalização de trânsito mas não coloque a polícia pra fiscalizar isso é retroceder”, disse outro.

A adoção de novas tecnologias também pode melhorar o trânsito em Belém. Dados do Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), entre os anos de 2011 e 2020, apontam que a inclusão de tecnologias contribuiu para a redução de até 35 vezes no comportamento irregular dos condutores nos pontos monitorados.

 

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