Foto: Marcos Barbosa
Lideranças indígenas que ocupam o prédio-sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em ano de COP 30, na manhã desta terça-feira, 14, exigem a presença da governadora em exercício Hana Ghassan para dialogar sobre a permanência do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), que, no atendimento dos povos indígenasm é conhecido como SOMEI.
A deputada estadual Lívia Duarte (PSOL), que está no local mediando o diálogo junto aos manifestantes, disse que o movimento, constituído de representantes de várias etnias, inicialmente cobrou a presença do secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, mas, como o titular da pasta não atendeu ao chamado, “o movimento radicalizou e só sai da Seduc com a (presença de) Hanna”, segundo a deputada. Ainda de acordo com ela, os indígenas não têm previsão de sair do prédio e está preparado para permanecer no local por longo período: “Sem previsão de saída, com três dias, uma semana, um mês… só sai com a presença da vice-governadora”.
“Quando o governo Helder (Barbalho) retira gratificações dos professores e professoras impede que o profissional do Some e do Somei possa continuar indo às aldeias e realizando o seu trabalho de educação no campo. Queremos dizer que o Some fica, que o Somei fica, que o Rossielli deve sair e que o governo Helder possa, junto à governadora (em exercício), vir aqui. Os parentes indígenas, os representantes das aldeias, os professores e professoras não querem que uma comissão reúna, porque são lideranças, a comissão está feita, está aqui, são vários povos. Queremos que o governo esteja aqui representado e recebendo as demandas”, concluiu Lívia.







