Foto: Vídeoreprodução

Lideranças do movimento indígena e professores da rede pública, repudiaram a nota da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc-PA), divulgada na manhã de terça-feira (14), durante manifestação pela revogação da lei 10820/2024 que foi aprovada em tempo recorde na ALEPA, retirando todos os direitos dos professores, sem qualquer diálogo com a categoria. O movimento classificou a nota da Seduc como falaciosa.

Leia na íntegra:

A representação do movimento indígena, assim como professores da rede estadual repudiam a nota falaciosa da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Pará, publicada na manhã desta terça feira (14/01/2025), acusando o movimento que ocorre de forma totalmente pacífica.

O movimento se faz presente na SEDUC em resposta a Lei 10820/2024 que foi aprovada em tempo recorde na ALEPA, retirando todos os direitos dos professores sem qualquer diálogo com a categoria.

Nota esta que aponta como ponto principal da manifestação a extinção do SOME/SOMEI, situação essa inexistente onde o movimento não se pauta nessa situação.

O movimento se pauta na reinvindicação da revogação da lei citada anteriormente que atinge não somente ao SOME/SOMEI mas a toda a rede estadual de ensino.

A SEDUC menciona de forma leviana os super salários dos professores do SOME/SEMEI onde cita somente o salário bruto de um pequena minoria, que apenas consta em contracheques, já que depois de abatidos todos os descontos legais, esse valor é reduzido drasticamente para o que é o ganho real dos mesmo.

O agravante para o SOME/SOMEI é a redução das gratificações, que finda por inviabilizar a locomoção e permanência dos professores nas comunidades, posto que todas as despesas, de transporte a vivência do dia a dia , são de responsabilidade financeira dos professores. Não há suporte do Governo do estado neste sentido, mesmo estes exercendo suas atividades em áreas insalubres e até de risco, na maioria das situações.

A retomada da Lei do SOME se faz urgente, pois compreendemos que esta proposital precarização se faz no intuito de implementação do CEMEP, projeto milionário que disponibiliza televisores no lugar de professores em locais onde nem mesmo energia regularizada há.

Deixe um comentário