(Matéria atualizada às 20h30) Foto: VideoReprodução

Com o apoio da base de apoio do prefeito Igor Normando (MDB), a maioria dos vereadores e vereadoras aprovaram o fim do programa “Bora Belém”, nesta quinta-feira (27). O projeto de lei foi proposto pelo vereador Zezinho Lima (PL) e colocado em votação, apesar de um parecer contrário da Comissão de Justiça da Câmara.

O fim do “Bora Belém” foi aprovado pela maioria dos vereadores. Seis vereadores se posicionaram contra o fim do Bora Belém: Marinor Brito e Vivi Reis (Psol), Alfredo Costa e Neia Marques (PT), Agatha Barra e Mayky Vilaça (PL) e Rildo Pessoa (MDB). Raquel dos Animais (PDT) se absteve. Igor Andrade (Rede) e Moa Moraes (PV) se ausentaram. Faltaram à sessão: Blenda Quaresma (MDB), Patricia Queiroz (PP), Rodrigo Moraes (PCdoB), Bieco (MDB), João Coelho (PDT), Lulu das comunidades (PSDB) e Eduarda Bonanza (PP). Os demais foram favoráveis ao fim do programa.

A vereadora Marinor Brito (Psol) denunciou o que ela classificou como um grande “acordão” entre os vereadores da base de Igor e a extrema-direita. “Uma coisa é certa, quem votou no Igor não sabia que ele ia acabar com o Bora Belém. Ele está acabando com o Bora Belém. Ele está orientando a mesa diretora, os vereadores da sua base, que fizeram um parecer espetacular, completo do ponto de vista técnico, contrário ao projeto, a votarem contra o seu próprio parecer.”

A vereadora Vivi Reis (Psol) também sugeriu a ingerência direta do prefeito na decisão de sua base. “Igor e sua base não gostam de pobre. Porque acabar com o programa de renda mínima, Bora Belém, é tirar a comida da mesa do povo pobre”

Criado em 2021 pelo então prefeito Edmilson Rodrigues, o programa Bora Belém garantia entre R$ 200 e R$ 500 reais para famílias em situação de vulnerabilidade extrema, com um investimento mensal da Prefeitura no montante de R$ 5 milhões. O benefício era pago a mais de 18 mil famílias, cerca de 80 mil pessoas em Belém.

Dados do IBGE, divulgados em dezembro de 2024, mostram que comparando os anos de 2021 e 2023, a pobreza em Belém teve uma redução de 47%; numericamente, caiu de 608 mil para 322 mil pessoas. A proporção de pessoas na linha da pobreza foi de 21,2% em 2023, o menor nível desde 2012.Segundo o estudo, os programas sociais de transferência de renda estão diretamente conectados com os resultados.

2 COMMENTS

  1. Retirar dinheiro de programa que ampara os mais pobres, é retirar dinheiro da economia da capital paraense.
    Veja bem, cada um real que o programa pada desse programa, esse real circula na economia, e volta um real e setenta centavos.

  2. Quanta decadência moral e política desses vereadores da base da atual gestão municipal,, prometem melhorar a vida dos mais necessitados em tempo de eleição, andam até às periferias mais baixas da cidade em busca de votos e quando estão no poder das decisões, o trabalho que fazem é tripudiar e menosprezar! Que malvadeza! Que ganância deles!

Deixe um comentário