Igor tenta justificar sua mentira apresentando um pedaço de papel, sem mostrar seu conteúdo, como se fosse uma decisão judicial, quando na verdade, é apenas um despacho. Foto: reprodução

Ponto de Pauta – O prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), veio a público em um vídeo nas suas redes sociais, mais uma vez subestimando a inteligência do povo de Belém. Depois de dizer, durante a campanha eleitoral, que não aumentaria o valor da tarifa de ônibus, Igor tenta justificar sua mentira apresentando um pedaço de papel, sem mostrar seu conteúdo, como se fosse uma decisão judicial, quando na verdade, é apenas um despacho. Não há nenhuma decisão judicial obrigando-o ao aumento da tarifa. (veja o documento no final da matéria)

Além disso, segue atribuindo ao ex-prefeito Edmilson a responsabilidade que é exclusivamente sua, de determinar o valor da tarifa. Não há, no acordo feito entre Governo do Pará, o sindicato empresarial e a Prefeitura de Belém, nenhuma menção a “aumento da tarifa de ônibus”. Muito menos aumentar para o valor de R$ 5 reais.

Se Igor não quer aumentar a tarifa de ônibus, e se vê “obrigado” a tomar tal decisão (mesmo sem decisão judicial), ele pode romper o acordo realizado, já que os empresários não cumpriram com a sua parte de colocar 300 novos ônibus para servir à população, como também outros compromissos assumidos pela melhoria efetiva do transporte diante dos sucessivos aumentos da tarifa.

Em 2015, por ocasião de um dos aumentos, as empresas descumpriram diversas promessas, como dotar 100% da frota com acessibilidade; revitalização dos abrigos;  renovação da frota, com exclusão dos ônibus defasados; implantação de câmeras em 100% dos veículos, até junho/2015; implantação de GPS em pelo menos 50% da frota até 2016; qualificação de todos os motoristas e operadores do sistema, com curso de condutor de passageiros, relações humanas e regulamento do serviço de transporte de Belém.

Para quem extinguiu diversos programas e ações realizadas durante a gestão do ex-prefeito Edmilson – como o Bora Belém, o Restaurante Popular, a Funbosque, entre outros – é estranho imaginar que um prefeito com a autoridade e a influência familiar que tem, não consiga pôr fim a este acordo, SE QUISESSE.

Despacho da juíza Rachel Rocha Mesquita, da 5° Vara da Fazenda


 

 

 

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