Gizelle Freitas, ex-vereadora de Belém. Foto: Reprodução

A ex-vereadora de Belém, Gizelle Freitas, integrante da Bancada das Mulheres Amazônidas (Psol), criticou o abandono da política de assistência sociais no município, e atribuiu à gestão do prefeito Igor Nomando (MDB), a situação que classificou como precaríssima. De acordo com a ex-parlamentar, a Assistência Social vive uma crise sem precedentes na história de Belém.

“A situação dessa política em Belém é precaríssima. A situação dos abrigos é calamitosa: falta tudo, desde alimentação até itens de higiene básica. Obviamente, a medida do prefeito Igor Normando (MDB), aprovada pela maioria dos vereadores e vereadoras, de acabar com o “Bora Belém”, que atendia cerca de dezoito mil famílias, devolveria à margem da fome e da extrema pobreza milhares de pessoas.

Claro que isso iria aumentar a demanda nos CRAS, mas não aumentou o número de técnicos nem o número de profissionais. A política de assistência social não é caridade; é um direito e tem recursos previstos em lei para isso.”

Os servidores da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), responsável pela política de assistência social em Belém, denunciam o desmonte dos serviços voltados à população em situação de vulnerabilidade e relatam falta de materiais básicos, carência de pessoal e cancelamento de benefícios por falta de visitas, o que vem deixando milhares de famílias sem atendimento. “Não temos servidores, nem material básico para trabalhar. São filas intermináveis e milhares de famílias saem prejudicadas”, diz o texto divulgado pelo movimento, responsável pela realização da I Marcha em Defesa da Assistência Social em Belém, que ocorre nesta sexta-feira (17).

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