Servidores do PSM da 14 alertam para o risco de privatização e agravamento da crise na saúde pública sob a gestão Igor Normando.. Foto: Ponto de Pauta
Servidores do Pronto-Socorro Mário Pinotti (PSM-14), com apoio de funcionários e movimentos sociais, anunciaram um protesto para a próxima segunda-feira, 10 de novembro, contra a decisão da Prefeitura de Belém de fechar e transferir temporariamente os serviços da unidade, sob gestão do prefeito Igor Normando (MDB).
A manifestação é uma reação ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e o município, que define o cronograma de interdição do hospital. A justificativa oficial é a realização de uma reforma estrutural, mas a medida tem sido vista por servidores como o primeiro passo para uma possível privatização do pronto-socorro, referência histórica em urgência e emergência de alta complexidade.
Profissionais e usuários alertam que o fechamento sem um plano de contingência claro e debatido pode colapsar a já sobrecarregada rede municipal de saúde. Também há preocupação com a garantia dos direitos trabalhistas e com o fim do modelo de atendimento de “portas abertas”, característica que faz do PSM da 14 uma das unidades mais importantes da capital.
O ato está marcado para as 7h, em frente ao hospital, e os organizadores pedem que os participantes vistam roupas pretas em sinal de luto. Eles também prometem interditar a avenida como forma de pressão e visibilidade.
Como ato simbólico, os manifestantes levarão caixões até a entrada do prédio, uma performance que, segundo os organizadores, representa o risco de aumento da mortalidade e da exclusão que o fechamento da unidade pode causar à população de Belém.








