Protagonismo feminino impulsiona debates na COP30, com homenagens a Chico Mendes e reflexões sobre desigualdade urbana e crise climática – Foto: divulgação

Lançada oficialmente na COP30, em Belém, a Casa da Mata Atlântica iniciou suas atividades com um forte chamado à ação pela proteção do bioma mais ameaçado do país e com a entrega da “Carta da Mata Atlântica na COP30 na Convenção do Clima” ao Ministério do Meio Ambiente.

Promovido pela Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), o espaço reunirá até sábado (15) debates, arte, ciência e mobilização política no auditório David Mufarrej da Universidade da Amazônia (Unama), no Umarizal, com entrada gratuita.

A programação ganha destaque especial nesta sexta-feira (14) com duas participações de peso. Às 14h, a atriz e ambientalista Lucélia Santos estará na roda de conversa “Vozes da Floresta – Chico Mendes Vive”, reforçando a memória e o legado do líder seringueiro e dos defensores ambientais que continuam a lutar pela proteção das florestas. O encontro promete fortalecer o apelo por justiça climática e direitos socioambientais.

Às 19h, a jornalista e escritora paraense Cristina Serra fará o lançamento de seu novo livro, “Cidade Rachada”, obra que aprofunda debates sobre urbanização, desigualdades e impactos climáticos nas grandes cidades. A presença da autora, reconhecida pela atuação crítica e sensível em temas ambientais, amplia o alcance das discussões promovidas pela Casa.

A iniciativa reforça a urgência de políticas públicas robustas para a Mata Atlântica, bioma que já perdeu quase 70% de sua cobertura original e que abriga 72% da população brasileira e 80% do PIB nacional.

Ao longo da semana, a programação inclui diálogos sobre água, florestas, cidades, restauração ecológica e transição energética, além de uma mostra de filmes exibida diariamente.

Com vozes influentes como Lucélia Santos e Cristina Serra, a Casa da Mata Atlântica se consolida na COP30 como um ponto de convergência entre ciência, cultura e mobilização social pela proteção do bioma e pelo futuro ambiental do país.

Casa da Mata Atlântica dedica segundo dia a debates sobre água, florestas, cidades e transição energética justa

Nesta quinta-feira (13), a Casa da Mata Atlântica mergulhou em temas que conectam a conservação ambiental, a vida nas cidades e os desafios das mudanças climáticas.
Com debates, rodas de conversa e exibições audiovisuais, o dia reforçou a urgência de uma transição energética justa e sustentável, alinhada à proteção dos biomas brasileiros.

O painel “Águas que educam: saberes femininos e resistência ambiental”, destacou o protagonismo de mulheres em ações de preservação e manejo das águas. O debate “Conexão da paisagem como estratégia de mitigação das mudanças climáticas” abordou soluções baseadas na natureza e a integração de ecossistemas como resposta aos eventos climáticos extremos.

O público participou também da Roda de Conversa sobre Biomimética, explorando práticas e tecnologias inspiradas na natureza. Logo depois, especialistas discutiram o impacto da transição energética nas áreas marinho-costeiras, tema central para comunidades tradicionais e para o ordenamento ambiental.

O foco do evento também esteve voltado à restauração ecológica como estratégia de adaptação e mitigação climática, com experiências e iniciativas voltadas à recuperação da Mata Atlântica.

O encerramento, às 19h, reuniu pesquisadores para tratar de mudanças climáticas, Mata Atlântica e serviços ambientais urbanos, apontando caminhos para cidades mais verdes e resilientes.

Ao longo de todo o dia, o público pôde acompanhar ainda a Mostra de Filmes, que apresentou produções dedicadas à biodiversidade, às florestas e às relações entre sociedade e meio ambiente.

Programação segue nesta sexta (14)

No terceiro dia, a Casa da Mata Atlântica ecoa vozes, memórias e alertas urgentes. Da justiça climática às eleições de 2026, a mensagem é clara: a floresta exige ser ouvida.

Destaques do dia:

9h — De Sevilha a Belém: justiça climática e cidades sustentáveis para a América Latina
11h — Como enfrentar a desinformação e o negacionismo climático
14h — Roda de conversa: Vozes da Floresta – Chico Mendes Vive com Lucélia Santos
15h — Mata Atlântica e mudanças climáticas no contexto das eleições 2026
17h — O impacto das mudanças climáticas nas áreas protegidas e na biodiversidade
19h — Palestra: Licenciamento ambiental e os impactos da mineração — o caso Braskem
19h – Jornalista Cristina Serra lança o livro “Cidade Rachada”.

Local: Auditório David Mufarrej da Universidade da Amazônia (Unama), Av. Alcindo Cacela, 287, Umarizal – Belém (PA)

 Até 15/11

 Programação completa: rma.org.br/news/casa-da-mata-atlantica-na-cop-30

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