Foto: Jackson Muriel/CMB

A vereadora Vivi Reis (PSOL/PA) denunciou, através de suas redes sociais, ter sido alvo de uma série de graves ameaças recebidas em seu e-mail oficial de parlamentar. As mensagens continham teor nazista, machista, LGBTfóbico e racista, conforme descrito pela parlamentar.

Em nota divulgada, a vereadora detalhou as medidas imediatas que tomou para coibir os crimes e garantir sua segurança. Ela registrou um Boletim de Ocorrência em delegacia especializada e informou formalmente à Presidência da Câmara Municipal de Belém, órgão que tem a responsabilidade de assegurar as condições para o exercício do seu mandato.

“Tomei imediatamente todas as medidas cabíveis, registrando Boletim de Ocorrência em delegacia especializada e informando à Presidência da Câmara Municipal, que tem por obrigação garantir todas as condições para que eu exerça livremente meu mandato parlamentar, para o qual fui democraticamente eleita pelo povo”, afirmou Vivi Reis.

O presidente da Câmara acionou as autoridades de segurança pública do Estado do Pará. Paralelamente, a vereadora articula uma reunião com o Ministério Público Federal e mantém seu partido político informado sobre os desdobramentos. Por orientação das investigações e questões de segurança, o conteúdo específico das mensagens e a identidade do remetente não foram divulgados.

Episódio inserido em contexto nacional de violência política

Vivi Reis enfatizou que o caso não é isolado, mas parte de um cenário alarmante de escalada da violência política no Brasil, que atinge com mais força mulheres, pessoas negras e a população LGBTQIA+.

“É importante afirmar também que existem organizações criminosas, provavelmente com ligações políticas, por trás dessa escalada de violência”, alertou a parlamentar, sem especificar quais seriam essas organizações.

Resistência e compromisso com a luta

Apesar das ameaças, a vereadora se declarou firme e determinada a não se calar. Em sua mensagem, ela vinculou o ataque à urgência de se fortalecerem as lutas por direitos e proteção, especialmente diante da epidemia de feminicídio no país.

“Pelo contrário, reafirmam a urgência de fortalecer nossas lutas por mais direitos, segurança e proteção aos nossos corpos, em especial às mulheres… Precisamos garantir a participação política de grupos historicamente atacados e enfrentar, sem hesitação, o ódio e o extremismo”, declarou.

A Polícia Civil do Pará e o Ministério Público Federal devem dar continuidade às investigações sobre a origem e a autoria das ameaças.

 

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