Igor Normando e sua esposa, Fabíola Cabral Normando. Foto: Reprodução
Enquanto o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), aproveita férias autoconcedidas no exterior com a família, com retorno previsto apenas para o próximo dia 6 de janeiro, a crise política e social se aprofunda. No mesmo período, as categorias do serviço público municipal se articulam para deflagrar uma greve geral histórica, em repúdio à revogação de direitos conquistados nos últimos 35 anos.
O estopim do movimento é a aprovação, no último dia 17 de dezembro, do projeto batizado pelos servidores de “Pacote da Maldade”. A proposta, aprovada pela base de sustentação do prefeito na Câmara Municipal, prevê uma série de mudanças na legislação que regula os direitos dos servidores, com a subtração de benefícios históricos. As categorias alegam que as alterações representam um severo retrocesso e um desmonte do serviço público.
Organização para a Paralisação
A próxima semana será decisiva, com assembleias gerais e reuniões de planejamento para a greve, prevista para começar em meados de janeiro. Duas categorias fundamentais já confirmaram mobilização maciça: Trabalhadores em Educação e Trabalhadores da Assistência Social. Outros segmentos do funcionalismo também estão em fase de preparação para aderir ao movimento, o que promete paralisar serviços no início do ano.
A greve geral anunciada deve levar para as ruas a insatisfação acumulada dos servidores – que inclusive amargaram o ano de 2025 sem reajuste – e indicar que 2026 será um período de forte instabilidade política, resultado direto de decisões tomadas sem diálogo e da ruptura entre o Executivo e seu próprio corpo de trabalhadores.








