Com nota 4,2 e aprovação de 36%, prefeito de Belém, Igor Normando, figura entre os piores das capitais. Foto: reprodução
REDAÇÃO – Na semana em que Belém se prepara para celebrar 410 anos de fundação, na próxima segunda-feira (12), um levantamento nacional coloca o prefeito da capital paraense, Igor Normando (MDB), entre os gestores municipais com a pior avaliação do Brasil.
A pesquisa do Instituto Veritá, divulgada nesta sexta-feira pelo portal CNN Brasil, avalia a administração dos prefeitos das 26 capitais. Normando ocupa a 22ª posição no ranking de aprovação, com apenas 36,3% de aceitação. Sua nota média de desempenho é 4,2 (em uma escala de 0 a 10).
O estudo, realizado entre 1º e 20 de dezembro de 2025, ouviu mais de 100 mil moradores em todas as capitais. Com margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais, a análise considerou a aprovação geral da gestão e a avaliação de 51 serviços municipais. Nas três primeiras colocações estão, respectivamente, os prefeitos Eduardo Braide (PSD), de São Luís (MA); Antônio Furlan (MDB), de Macapá (AP); e Léo Moraes (Podemos), de Porto Velho (RO).
Veja os resultados:
1- Léo Moraes, Porto Velho (RO) – 94,5% (nota: 7,1)
2- Eduardo Braide, São Luís (MA) – 90,6% (nota: 8)
3- Antônio Furlan, Macapá (AP) – 85,2% (nota: 7,5)
4- Arthur Henrique, Boa Vista (RR) – 80,9% (nota: 7,2)
5- Eduardo Pimentel, Curitiba (PR) – 79,5% (nota: 6,6)
6- JHC, Maceió (AL) – 77,3% (nota: 6,8)
7- Lorenzo Pazolini, Vitória (ES) – 69,7% (nota: 6,3)
8- Emília Corrêa, Aracaju (SE) – 60,2% (nota: 5,8)
9- Topázio Neto, Florianópolis (SC) – 56,8% (nota: 5,4)
10- João Campos, Recife (PE) – 54,4% (nota: 5,4)
11- Cícero Lucena, João Pessoa (PB) – 54% (nota: 5,4)
12- Eduardo Siqueira, Palmas (TO) – 53,3% (nota: 5,5)
13- Eduardo Paes, Rio de Janeiro (RJ) – 53,3%
14- Abílio Brunini, Cuiabá (MT) – 51,8% (nota: 5,0)
15- Sebastião Melo, Porto Alegre (RS) – 51,2% (nota: 5,2)
16- Bruno Reis, Salvador (BA) – 50,9% (nota: 5,3)
17- Silvio Mendes, Teresina (PI) – 48,3% (nota: 5,2)
18- Paulinho Freire, Natal (RN) – 47,1% (nota: 4,8)
19- Álvaro Damião, Belo Horizonte (MG) – 45,9% (nota: 4,8)
20- Ricardo Nunes, São Paulo (SP) – 45,1% (nota: 4,5)
21- Evandro Leitão, Fortaleza (CE) – 42,2% (nota: 4,6)
22- Igor Normando, Belém (PA) – 36,3% (nota: 4,2)
23- Sandro Mabel, Goiânia (GO) – 34,5% (nota: 4,0)
24- Tião Bocalom, Rio Branco (AC) – 29,5% (nota: 4,2)
25- David Almeida, Manaus (AM) – 18,1% (nota: 3,2)
26- Adriane Lopes, Campo Grande (MS) – 5,2% (nota: 1,9)
Desgaste Político Acumulado
A baixa avaliação reflete um desgaste político que se acumula desde o início do mandato. Medidas impopulares, como a extinção de programas sociais — a exemplo do “Bora Belém” —, contribuíram para a percepção negativa da população.
Recentemente, em dezembro, Normando aprovou na Câmara Municipal uma reforma administrativa que, segundo críticos, promove o desmonte da carreira dos servidores públicos e do Estatuto do Magistério. A medida também abriu caminho para o reajuste de tributos, como o IPTU, o que gerou forte rejeição popular.
Greve Geral Iminente
O cenário de tensão deve se intensificar. Os servidores municipais de Belém anunciaram uma greve geral, prevista para começar ainda em janeiro, em protesto contra a reforma administrativa. A mobilização promete paralisar serviços e aprofundar a crise política e o desgaste da gestão.








