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Após entregar a Secretaria Municipal de Educação a uma gestora paulista ligada ao ex-secretário estadual Rossieli Soares e ao ex-titular da pasta em Belém, Patrick Trajan, e transferir o comando da assistência social (Funpapa) para uma pernambucana aliada da primeira-dama, o prefeito Igor Normando (MDB) promoveu um novo rearranjo no primeiro escalão da Prefeitura de Belém. As trocas, no entanto, não devem representar qualquer inflexão na política de desmonte dos serviços públicos e de ataques aos direitos dos trabalhadores.
No Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos (IASB), Tiago de Lima Ribeiro deixou a presidência e deu lugar a Humberto Bozi Spindola, que já integrou a Fundação Cultural do Pará e a Secretaria de Articulação e Cidadania durante a própria gestão Normando. Spindola ocupava, até então, o cargo de secretário adjunto de Saúde do município.
Na área da Comunicação, saiu a chefe de gabinete Ariela Naomi Motizuki, que respondia interinamente pela pasta, e assumiu André Silva Loureiro Godinho. Com passagem pela Secretaria de Turismo do Estado, André havia sido nomeado secretário extraordinário para assuntos relacionados à COP-30 e, mais recentemente, ocupava a função de secretário executivo de Promoção e Eventos Estratégicos, vinculado à Secretaria Municipal de Governo.
Na Secretaria Municipal de Saúde, Rômulo Simão Nina de Azevedo foi substituído por Dyjane Chaves dos Santos Amaral, administradora com especializações em áreas diversas, que já atuou na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, além de ter passado por gestões municipais em Paragominas e São Miguel do Guamá. Dyjane exercia o cargo de secretária executiva municipal de Governo.
Com a reforma administrativa aprovada a toque de caixa no fim do ano, a estrutura de Cultura foi recriada como Secretaria Municipal de Cultura (Secult), agora comandada por Raphaela Vieira Segadilha, ex-titular da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Direitos Humanos (SEMCAD). No lugar dela, assumiu o ex-vereador Altair de Lima Brandão.
Ainda no final de setembro de 2025, outra mudança já havia sido registrada: a saída do pernambucano Fillipe Luis Cabral Rocha da Ouvidoria Geral do Município, substituído por Rafael Ferreira Porto.
Apesar do volume de trocas, o rearranjo administrativo não sinaliza qualquer mudança de rumo. A política segue a mesma: centralização de decisões, esvaziamento do serviço público, precarização das políticas sociais e enfrentamento direto aos servidores e à população que depende do Estado para garantir direitos básicos.








