O ato “Um Ano Sem Restaurante Popular” ocorre às 9h, em frente ao restaurante, na Travessa Aristides Lobo, 290, no bairro da Campina. Foto: divulgação/Agência Belém
Movimentos sociais realizam, nesta segunda-feira (2), um ato de protesto em frente ao Restaurante Popular de Belém. A manifestação marca um ano de fechamento da unidade e denuncia o que os organizadores chamam de “desmonte das políticas sociais” sob a gestão do prefeito Igor Normando (MDB).
O equipamento público, que servia cerca de 1.300 refeições diárias ao custo de R$ 2,00, está com as portas fechadas desde o início de fevereiro de 2025, após o encerramento do contrato com a empresa fornecedora. Desde então, o prédio — que havia sido reformado e entregue na gestão anterior do ex-prefeito Edmilson Rodrigues, em 2024 — tornou-se alvo de saques e depredações.
A atual gestão é acusada de descumprir uma ordem do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). Em setembro de 2025, uma decisão judicial provocada pela Defensoria Pública do Estado (DPE) determinou a reabertura imediata do espaço, sob o argumento de que a interrupção do serviço fere o direito fundamental à alimentação, garantido pela Constituição Federal.
Mobilização dos servidores públicos
O início da semana também será marcado pela intensa mobilização dos servidores públicos de Belém, em greve geral desde o dia 19. A gestão do prefeito, classificada entre as piores do país, enfrenta um movimento crescente de protestos contra o chamado “pacote de maldades” — conjunto de medidas administrativas que tem gerado atritos entre o funcionalismo e o Palácio Antônio Lemos.








