As páginas revelam um novo olhar pelo Maranhão e Pará, interconectados pela Estrada de Ferro Carajás (EFC). Foto: Divulgação

Apresentando as experiências artísticas que entrelaçam às memórias e histórias do Maranhão e do Pará, a Mostra de Imagem em Movimento – MAPA acaba de lançar sua primeira revisão artística. Através dos trilhos da Estrada de Ferro Carajás (EFC), o MAPA conecta diferentes linguagens, artistas e comunidades em uma publicação especial no primeiro trimestre do ano.

A publicação disponibiliza versões digital e física para instituições, organizações, espaços culturais e membros da comunidade próxima à Estrada de Ferro, e ambas versões estão disponíveis na bio do Instagram do MAPA (@mostramapa). O periódico traz um panorama geral do processo criativo dos artistas, com entrevistas exclusivas, e artigos de opinião da equipe do MAPA sobre o desenvolvimento do projeto, articulando atravessamentos coletivos pela ‘Estrada de Ferro Carajás’ até trajetórias pessoais dos artistas que interconectam arte e histórias de vida.

A revista apresenta seu manifesto curatorial, através da carta de apresentação, em textos que convocam responsabilidade e escuta como ferramentas de criação, além de expandir reflexões sobre memória, paisagem e processo. A edição traz também os detalhes de entrevistas com artistas, apresentadas em versões extendidas para a leitura.

“A revista emerge do que vimos, ouvimos e atravessamos ao longo do percurso da mostra. Ela condensa processos, memórias e rastros que o território nos ofereceu, transformando o que antes era experiência em materialidade compartilhável. Não é síntese do que aconteceu, é continuidade do que ainda reverbera”, revela o coordenador geral do MAPA, João Pacca.

Seguindo essa construção editorial, a revista consolida o MAPA enquanto espaço de registro, reflexão e circulação de narrativas que emergem do território. As páginas reúnem trechos de entrevistas, ensaios e imagens produzidas ao longo da mostra. Os conteúdos reforçam o compromisso do projeto com a preservação das memórias que atravessaram a ferrovia ao longo dos anos, e as experiências que se desdobram a partir delas.

A edição também apresenta a imagem como linguagem que articula memória e tempo, permitindo ao leitor percorrer relatos que envolvem deslocamento, paisagem, corpo e criação. O conteúdo editorial organiza esses materiais de forma contínua, conduzindo o público por camadas de pesquisa e observação sobre o Maranhão e o Pará, através da visão dos dez artistas que compõem o projeto.

Com distribuição digital gratuita, a revista estende o alcance da mostra e fortalece seu caráter documental, em diálogo com a comunidade. Nesse cenário, o MAPA amplia o acesso às narrativas que mobilizam a cena audiovisual como território de pesquisa e memória ativa. “A revista permite que a memória respire, que se observe o que foi construído e o que ainda pode ser transformado”, conclui João.

A revista MAPA chega como uma extensão da mostra, amplificando o conhecimento e as experiências artísticas que percorrem o Maranhão, Pará e suas comunidades. O lançamento do acervo antecipa a programação das próximas exibições e se aprofunda nos processos criativos e reflexões curatoriais, além de trazer novidades a respeito das exposições que acontecem em São Luís, Belém e Brasília.

A previsão é que as exibições do MAPA comecem em maio, com o Festival da Mostra acontecendo nas capitais São Luís e Belém. O calendário será encerrado em junho de 2026, em Brasília, com uma exposição no formato de ‘galeria de arte’.

A Mostra de Imagem em Movimento – MAPA é uma realização da OPACCA Produção de Imagem, com apoio da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), sob regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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