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Por Aldenor Junior
De 2019 a 2025, em sete anos de mandato de Helder e Hana, a Equatorial praticou uma das maiores tarifas de energia do Brasil, prejudicando fortemente as famílias e a economia do Pará, estado produtor e exportador em abundância de energia. O reajuste médio ficou entre 79% e 82%, de acordo com os tipos de consumidores (residenciais ou industriais, por exemplo). Um escândalo!
Pois bem, foi a Equatorial anunciar que pretendia reajustar a tarifa em mais de 7% já agora neste mês, para o governo do Estado acordar para o problema, mobilizando uma artilharia jurídica e uma intensa movimentação política para tentar se descolar do desgaste decorrente de um aumento bem acima da inflação do período.
Helder, com Chicão a tiro colo, se deslocaram ontem (11) para Brasília. Certamente, devem ter utilizado um dos jatos executivos que estão à disposição e fizeram alarde nas redes sociais do suposto empenho visando impedir o reajuste.
Jogo combinado, no final do dia, surge o anúncio que a decisão havia sido adiada por um pedido de vistas. Simples, assim.
Aliás, a proposta que está em votação na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi levemente desidratada, de 7,60 para 6,94%, permanecendo bem acima da inflação acumulada no ano, que alcança algo em torno de 4% apenas.
É a antiga regra de drenar recursos da sociedade para manter sempre elevados os lucros dos serviços privatizados.
Para o distinto público, que ao final pagará a conta (literalmente), resta o gosto amargo da empulhação, tão logo os ventos eleitorais se dissipem, logo ali, dentro de poucas semanas.
Aldenor Junior é jornalista.








