Amigos, lideranças comunitárias e movimentos sociais, estão convocando um ato de protesto contra o racismo, para esta quarta-feira (16), às 17 horas, em frente ao supermercado Cidade, no bairro da Pedreira, onde Nilza Sacramento Corrêa, líder comunitária e conhecida como Dona Anastácia, foi vítima.

O fato

Nilza, idosa negra de 81 anos afirma ter sido vítima de racismo, quando saia do supermercado, na última sexta-feira (11). Ela relatou que entrou no estabelecimento pra pesquisar preços, e olhou umas flanelas. Não se satisfazendo com o preço e qualidade do produto, decidiu deixar o estabelecimento quando foi abordada por um segurança.

O segurança acusou Nilza de roubo e ordenou que ela abrisse a bolsa para que fosse revistada. “Quando eu cheguei na porta ele pegou no meu braço e disse ‘a senhora está presa por roubar uma flanela que está dentro da sua bolsa’. Nisso ele pegou a minha bolsa, botou em cima do balcão e abriu. Quando ele abriu não tinha flanela”, relata.

O fato gerou revolta na comunidade, e motivou uma manifestação em seu apoio, na tarde do último domingo (13). O ato reuniu lideranças comunitárias, movimentos sociais, representantes da Prefeitura de Belém e da Defensoria Pública do Estado.

Até o momento, mesmo com a gravidade da denúncia e a enorme repercussão nas redes sociais e meios de comunicação, o supermercado recusa-se a emitir um posicionamento sobre o assunto.

Pesquisa

Uma pesquisa encomendada pelo Grupo Carrefour Brasil, em abril do ano passado, avaliou a opinião dos brasileiros sobre o racismo no país. Conforme levantamento, 61% da população disseram ter visto negros sendo discriminados em estabelecimentos comerciais como lojas, shoppings e supermercados. Entre a população preta e parda, o índice aumenta para 71%.

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