Créditos: Agência Belém/ Comus

Expor os resíduos sólidos a altas temperaturas, entre 800ºc e 1200ºc, para geração de um gás de síntese (singás) que alimenta turbina capaz de gerar energia elétrica limpa. Esse é o processo de gaseificação dos resíduos sólidos, tecnologia 100% brasileira, apresentada nesta terça-feira, 17, à Prefeitura de Belém para ser mais uma ferramenta no gerenciamento e destinação dos resíduos sólidos na cidade.

O projeto da usina termoquímica de tratamento de resíduos sólidos é de autoria da Empresa Veredas, por meio do Grupo Pró-Energia, e é capaz de transformar 250 toneladas de resíduos sólidos em 5 MW de energia elétrica. Ele foi apresentado ao prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, em reunião que ocorreu no gabinete municipal.

“Esse projeto é uma solução moderna e que pode ajudar Belém a receber o mundo durante a COP-30, mostrando sua capacidade de desenvolver um sistema de limpeza urbana e revelar a cidade igual a uma de primeiro mundo, ou seja, com um desenvolvimento verdadeiramente sustentável”, enfatizou o prefeito.

Durante a reunião, Edmilson Rodrigues destacou que a proposta apresentada pelo grupo empresarial pode ser estudada pela gestão para somar com a administração municipal ao que diz respeito ao gerenciamento dos resíduos sólidos, considerando que, atualmente, encontra-se em andamento uma Parceria Público Privado (PPP), para o gerenciamento e destinação do material na Região Metropolitana de Belém (RMB).

Segundo Rafael Ioriatti, representante do Grupo Pró-Energia, a usina termoquímica é considerada uma solução ambientalmente adequada para a problemática da destinação do resíduo. “Nesse processo de queima do resíduo sobra um produto, que podemos chamar de cinzas, que é aproveitável e destinado para a produção de fertilizante, assim como aglutinante na construção civil, ou seja, nada se perde”, destacou Ioriatti.

O representante da empresa Veredas e ex-ministro do governo federal Ricardo Berzoini, destacou a importância de Belém adotar a tecnologia apresentada. “Aqui vai ser a sede da COP-30 e a cidade vai servir de vitrine para o mundo. Por estar localizada na Região Norte, na Amazônia, necessita com mais urgência de soluções para a destinação dos resíduos sólidos”.

Texto: Fabricio Lopes, via Agência Belém

2 COMMENTS

  1. Acompanhei atentamente ano passado os desdobramentos da questão da destinação final dos RSU da Grande Belém pela mídia loca, regional e nacional. No final das contas depois de uns 6 meses de impasse termionou com a Justiça prorrogando (o que eu já previa) o envio dos resíduos para o Aterro de Marituba, até fevereiro de 2025, ano da COP 30 na capital paraenese. Medidas urgentes tem de ser adotadas para solucionar a grave questão dos RSU na Grande Belém, com a maior celeridade possível. Soluções existem e estão a disposição da PMB. Abraços, Lufe Bittencourt, geógrafo.
    (13) 981771464

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