Fotos: Felipe Bispo
A reeleição de Edmilson Rodrigues à Prefeitura de Belém e a reeleição de Vivi Reis como vereadora da cidade foram apontadas como fundamentais na estratégia política do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), durante a festa de lançamento da pré-candidatura de Vivi, na tarde deste sábado, 25, na escola de samba da Matinha. O evento contou com a presença de Edmilson; da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL); da presidente estadual da legenda, Araceli Lemos; da secretária de Relações Institucional da Executiva Nacional, Mariana Riscali; e do secretário municipal de Direitos Humanos, Adriano Mendes.
Nas eleições de 2020, Vivi foi a vereadora mais votada à Câmara Municipal, mas abriu mão do cargo para assumir a vaga aberta na Câmara Federal com a eleição de Edmilson à prefeitura. No mandato, Vivi se destacou como a parlamentar que mais enviou emendas à capital paraense e também à educação pública federal, além de ter sido relatora da Comissão Externa da Câmara que acompanhou as investigações sobre os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, ocorrido em junho de 2022, no Amazonas. Vivi recebeu o Prêmio Congresso em Foco como a melhor deputada federal do Pará, em 2021 e 2022.
“Não tenho dúvida que a Vivi será uma das mais bem votadas vereadoras de Belém de novo”, disse Edmilson, durante o evento. Ele destacou o perfil combativo que a paraense teve na Câmara Federal. “O PSOL é um partido necessário, que tem a coragem de pôr o dedo na ferida, que constrói o futuro com o povo sendo protagonista da luta. Parabéns, Vivi, por se dispor a representar esse projeto coletivo”.
Araceli ressaltou que a prioridade do PSOL no Pará é reeleger Edmilson à Prefeitura de Belém e eleger uma bancada forte para a Câmara Municipal e, por isso, contam com a representatividade de Vivi Reis junto aos segmentos de mulheres, negros e negras, da juventude e LGBTI. Já Mariana, falou que as candidaturas de Edmilson e de Vivi são prioridade nacional da legenda.
Sâmia Bomfim, que foi colega de Vivi na bancada do PSOL, na Câmara Federal, disse que as eleições municipais são fundamentais para barrar o avanço da extrema direita no país. “Não podemos perder nenhuma trincheira de luta. Vamos lutar pela reeleição de Edmilson em Belém e para levar a Vivi à Câmara Municipal”, conclamou. “Essa pequenina, que veio do bairro a Pedreira, mostrou força e potência em Brasília. Muita gente vai se ver representada e Vivi será novamente a mais bem votada para a Câmara de Vereadores”, completou.

Origem e luta
Vivi Reis lembrou da origem humilde, filha de empregada doméstica e pai trabalhador autônomo, que vivia de um salário mínimo. “Sou uma mulher negra, bissexual, fisioterapeuta com especialização e mestranda, que veio da periferia e defende a educação como fundamental para transformar a vida da classe trabalhadora e de seus filhos”.
A pré-candidata destacou que Belém será sede da COP 30, a conferência mundial do clima, em 2025, e que será necessário falar sobre as periferias das cidades da Amazônia, mas também construir pressão política, cobrar um legado para o povo de Belém e avançar na consciência política coletiva. “Que, no pós-COP, possamos dizer que o povo de Belém consegue entender, debater e construir as lutas em defesa da cidade, do futuro, da Amazônia e de seus povos. Esse compromisso tem que ser feito pelo conjunto da sociedade.”
Vivi finalizou recordando que não foi eleita deputada federal em 2022, mas que não se envergonha disso porque não comprou votos e nem se submeteu ao orçamento secreto de ter feito política de privilégio e de benefícios próprios. “Convido vocês a fazerem parte dessa construção (política), que não é de família tradicional, não tem berço de ouro, que não vai se render a essa política de privilégios. Vamos fazer a política com a cara da defesa ambiental, dos trabalhadores, da juventude, dos LGBTI, dos negros e negras, das pessoas com deficiência, dos idosos e das crianças, dos excluídos da sociedade”.







