Fotos: divulgação
Professores do Sistema Modular de Ensino (SOME), alunos e pais de alunos realizaram na manhã desta terça-feira (3), uma manifestação em frente à Casa Civil do governo do Pará, em Belém, cobrando o governador Helder Barbalho (MDB) que paralise imediatamente a operação de desmonte do Sistema e a implantação do CEMEP. Na prática, esse novo sistema pretende substituir a presença de professores e professoras por televisores em sala de aula, com um tutor presente apenas para acompanhar os alunos. O sistema modular de ensino é oferecido para cerca de 30 mil alunos, em 500 comunidades no Pará.
Um retrocesso sem precedentes na história da educação pública do Pará
“De maneira unilateral e autoritária, sem ouvir as comunidades atendidas pelo SOME, o governo determinou não ofertar matrícula no 1º ano, porta de entrada do ensino médio, no SOME, o que na prática significará a substituição dos professores por TV’s no ensino médio como um todo em três anos”, protestou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepp).
Presente na manifestação da categoria, a deputada Lívia Duarte (Psol) afirmou que é obrigação do Estado garantir educação pública e de qualidade. “Eu já me manifestei contra a manobra do governo Helder Barbalho, que suspende o Sistema Modular de Ensino (SOME). E agora, reitero meu apoio à manifestação do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp)”, disse.
“Um governador que não dialoga com a classe trabalhadora, que não recebe educadores e estudantes, e que impõe o desmonte da educação, que quer substituir o professor presencial por televisores. Isso não pode ser uma política séria, pessoal”, acrescentou a parlamentar.
No mesmo tom, a vereadora eleita Marinor Brito (PSOL) também cobrou do governo do Estado explicações sobre a extinção das aulas presenciais nas comunidades rurais.
“Toda a minha força a esta luta justíssima em defesa da educação pública de qualidade. Escola não é mercadoria, professor não é mercadoria. Não há nada que substitua a presença do professor na sala de aula, não há nada que substitua o diálogo, a interatividade, o fazer pedagógico coletivo, que cria a possibilidade de um futuro melhor”, afirmou a vereadora.










