Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Lula (PT) avalia a possibilidade de formar uma chapa exclusivamente petista em 2026, com Fernando Haddad como candidato a vice-presidente. A escolha dependeria de negociações políticas e alianças estratégicas, segundo informações da colunista Raquel Landim, do UOL.
A proposta reflete o desejo de Lula de manter o cargo sob controle de alguém de sua total confiança, considerando sua idade avançada. O presidente terá 81 anos ao final do mandato atual e vê Haddad como um possível sucessor natural para 2030.
O plano de incluir Fernando Haddad como vice na chapa presidencial está ligado a uma preocupação pessoal de Lula com sua “finitude”. Ele quer evitar que o governo passe para mãos em que não confie completamente, caso algo inesperado ocorra.
Esse movimento, no entanto, exigirá uma articulação política ampla. A formação de uma chapa puro-sangue, ou seja, exclusivamente composta por integrantes do PT, dependerá de um cenário político favorável, como ocorreu nas eleições de 2022.
A possibilidade de Haddad assumir a vice-presidência também serviria como um sinal para o partido sobre a linha sucessória em 2030. Contudo, há desafios para consolidar essa estratégia. Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente, é cogitado para disputar o governo de São Paulo em 2026, o que abriria espaço para uma mudança de composição na chapa.
Além disso, o governo busca ampliar sua base de apoio. A articulação envolve partidos como o PSD e o MDB, que podem ser peças-chave para uma vitória no primeiro turno. Entretanto, é incerto se a vice-presidência precisará ser cedida a um aliado de outra legenda.
Os planos do Planalto incluem atrair novos apoios e consolidar um bloco político sólido. Lula deseja replicar o modelo de 2022, quando construiu uma aliança ampla para derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, uma chapa exclusivamente petista poderá limitar essas negociações.
Fontes próximas ao presidente reconhecem que a construção de um consenso exigirá habilidade política. A decisão final dependerá do contexto eleitoral e das movimentações de líderes partidários nos próximos anos.
Com informações do UOL e Diário Carioca








