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Duas semanas depois do envio à Assembleia Legislativa do Pará do PL 701/2024, propondo uma reforma administrativa no poder executivo estadual, através do desmonte do setor cultural e da comunicação pública – com a extinção da Fundação Cultural do Pará e da Funtelpa – o governador Helder Barbalho (MDB) decidiu produzir um vídeo, ao lado da Secretária de Cultura, Úrsula Vidal, para dizer que tudo não passou de um engano, e que ficou sabendo pelas redes sociais do conteúdo do projeto. Simples assim, sem tremer a cara! Não à toa, os comentários nesta publicação no instagram do governador foram limitados.
“Eu acompanhei nas redes sociais, duas semanas atrás, uma notícia a respeito de que ia ser extinta a Funtelpa, a Secretaria de Cultura, a Fundação Cultural. Primeiro, acho que é importante a gente esclarecer. Na verdade, foram feitos alguns estudos, por parte da secretaria de planejamento, de possíveis fusões para redução do custo da máquina pública, para que pudesse ter mais recurso disponível para investimento em obras. Só que em vários modelos que foram apresentados, acabou que houve um brutal erro. E foi enviado para a Assembleia Legislativa o que seria um projeto de reestruturação da máquina pública”, tentou se explicar o governador, subestimando a inteligência dos paraenses.
Helder ainda foi além, e disse concordar com todas as críticas: “Eu confesso que naquele momento vi muitas manifestações nas redes sociais, muita gente criticando. E eu subscrevo todas as críticas, porque acho que são absolutamente certas, mas eu não quis entrar naquela polêmica naquele momento, porque eu tinha retirado de pauta, tinha retirado o projeto, porque não existe esse projeto.”
Na verdade, Helder sentiu a pressão dos movimentos sociais que ocuparam as ruas, as praças e redes sociais diversas, por vários dias, para denunciar as suas manobras, no chamado “pacote da maldade”, às vésperas do Natal e Ano Novo.
“Foi graças aos nossos movimentos e o barulho que conseguimos fazer. O senhor precisa se informar e se inteirar mais sobre a importância de uma política pública de cultura concreta, de fato!”, alertou uma internauta.








