Palco flutuante onde Mariah irá se apresentar — Foto: Reprodução
O palco flutuante em formato de vitória-régia, instalado no rio Guamá, em Belém, que será cenário do show de Mariah Carey nesta quarta-feira (17) para um grupo seleto de convidados, continua sendo alvo de polêmica na região. O alto custo – estimado em R$ 30 milhões – e a ostentação do evento, que não será aberto ao público e terá apenas transmissão ao vivo, em local não divulgado pela organização, são os principais pontos levantados.
A deputada estadual Lívia Duarte (Psol) foi uma das que apontou a contradição entre o pouco investimento realizado pelo governo estadual nos criadores de cultura locais e os custos do show, até então não divulgados oficialmente pelos organizadores, e que seriam bancados pela iniciativa privada – entre eles, a Vale.
O ex-vereador de Belém Fernando Carneiro (Psol), destacou a suposta dívida bilionária da empresa em impostos perante o Estado brasileiro:
“A Vale deve bilhões de reais em impostos ao povo brasileiro. Só de 2014 a 2021, foram R$ 16,4 bilhões que as mineradoras deixaram de pagar. Logo, esses R$ 30 milhões pagos pelo palco da Mariah Carey – uma migalha para a Vale – estão saindo de dinheiro que a Vale deve ao povo brasileiro. Em outras palavras, nós é que estamos pagando por esse palco de R$ 30 milhões. Lembrando que a Vale era uma empresa pública e foi vendida por apenas R$ 3,3 bilhões, mesmo seus ativos minerais valendo mais de R$ 100 bilhões na época. Uma fraude!”
O evento também contará com apresentações das cantoras paraenses Dona Onete, Gaby Amarantos e Zaynara.








