Embaixada palestina é inaugurada em Londres. Foto: Leon Neal
França, Portugal, Reino Unido, Austrália e Canadá anunciaram o reconhecimento oficial do Estado da Palestina. A decisão representa um avanço diplomático de peso em meio às crescentes pressões da comunidade internacional pelo fim do holocausto palestino.
O movimento amplia o número de países que já reconhecem a Palestina como Estado soberano, fortalecendo sua legitimidade em organismos multilaterais e reforçando a demanda por negociações de paz baseadas no princípio de dois Estados. Até o momento, mais de 140 países membros da ONU já formalizaram esse reconhecimento. A lista cresceu desde o início da guerra contra Gaza, em 2022, e inclui Espanha, Noruega, Eslovênia e o Brasil.
“Hoje, para reavivar a esperança de paz e de uma solução de dois Estados, declaro claramente, como primeiro-ministro deste grande país, que o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina”, afirmou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer em uma declaração em vídeo.
O presidente da França, Emmanuel Macron afirmou que “esse reconhecimento é uma forma de afirmar que o povo palestino não é só mais um povo. É um povo com história e dignidade, e o reconhecimento de seu Estado não subtrai nada do povo de Israel”.
Autoridades palestinas realizaram nesta segunda-feira (22/9), uma cerimônia para transformar o atual escritório de representação em Londres na Embaixada da Palestina na capital britânica.
“Trata-se de pôr fim à negação do direito inalienável do povo palestino à liberdade e à autodeterminação. E é o reconhecimento de uma injustiça histórica. Senhoras e senhores, a Palestina existe. Sempre existiu e sempre existirá”, disse o representante da missão palestina no Reino Unido, Husam Zomlot.








