Manifestação ocorreu em frente ao Palácio dos Despachos. Foto: Reprodução.
A Polícia Militar do Pará reprimiu com bombas de efeito moral e balas de borracha uma manifestação realizada na tarde desta quinta-feira (25) em frente ao Palácio dos Despachos, sede do governo estadual, em Belém. O ato reuniu empresários de balneários, comerciantes locais e representantes de mais de 17 comunidades quilombolas, que denunciam os riscos sociais, ambientais e econômicos da instalação de um aterro sanitário entre os municípios de Acará e Bujaru.
Imagens mostram manifestantes tentando se proteger dos artefatos lançados pela tropa. Relatos indicam que idosos, crianças e mulheres grávidas estavam entre os atingidos. “Essa luta é pela vida, pela natureza e pelas futuras gerações”, afirmaram lideranças, contrárias à construção do aterro em áreas próximas a comunidades tradicionais, nascentes e reservas ambientais.
Em nota, a Rede Quilombola destacou que o protesto tem como alvo direto o governador Helder Barbalho (MDB), a quem acusam de ser o principal interessado no projeto das empresas Revita e Ciclus. Os manifestantes afirmam que a iniciativa representa uma “destruição anunciada”, com impactos graves para os municípios da região e reflexos diretos em Belém. Eles prometem novas mobilizações para cobrar diálogo e respeito.
A Revita Engenharia S.A., em nota, destaca que o projeto segue todas as exigências de licenciamento ambiental da Semas. Segundo a empresa, a iniciativa oferece “uma solução moderna e segura” para a destinação de resíduos da Região Metropolitana de Belém. A Revita também afirma que mantém diálogo com comunidades, instituições e órgãos públicos para viabilizar o empreendimento.
Matéria atualizada para inclusão da nota da Revita, 26/9 às 15h58.








