Deputado Estadual Chicão, do MDB. Foto: Reprodução
A máxima popular de que “em boca fechada não entra mosca” parece guiar a estratégia do deputado Chicão (MDB), presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) – que agora mira uma cadeira no Senado Federal – diante da operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), ocorrida no início de setembro. As investigações envolvem contratos milionários, uma mala com dinheiro vivo e um depósito bancário considerado a “prova” de um elo financeiro suspeito.
A questão levantada pelo jornalista Adriano Wilkson, que obteve acesso aos documentos da PF, é: por que Fabrício Buarque Corrêa, seu assessor de confiança e então chefe de gabinete, recebeu R$ 250 mil da Líder Engenharia? A pergunta ganha peso pelo fato de a mesma empresa ter sido contratada, pela gestão do próprio deputado na Alepa, para contratos que superam a marca de R$ 100 milhões de dinheiro público.
“O deputado Chicão tem minimizado seu envolvimento na investigação dos contratos que ele assinou com a empresa Líder Engenharia. Mas agora eu revelo com exclusividade a prova de que o chefe de gabinete dele recebeu R$ 250 mil dessa empresa”, denunciou o jornalista Adriano Wilkson. “Quando o presidente da Alepa vai explicar esses depósitos?”
Enquanto Chicão evita o assunto “como diabo foge da cruz”, as investigações de um suposto esquema de contratos fraudulentos seguem, incluindo órgãos como o Detran e a Polícia Científica do estado, além da própria Assembleia. A conexão entre o pagamento ao braço-direito do presidente do Poder Legislativo, e os vultosos contratos públicos firmados com a Líder Engenharia cria um elo que a oposição e a opinião pública começam a exigir resposta efetiva.








