José Cruz/Agência Brasil
Após a recomendação do Ministério Público Federal do Pará, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a abertura de um novo pronto-socorro no Hospital Beneficente Portuguesa, que funcionará pelo SUS e deverá ser inaugurado antes da COP30. O investimento federal previsto é de R$ 91,19 milhões por ano, ou cerca de R$ 7,59 milhões mensais.
“Nós vamos abrir um novo Pronto Socorro na Beneficiente Portuguesa, pelo SUS, antes da COP. Vai ser uma estrutura para atender a população como um todo e ficar como legado para Belém. O mais importante na saúde, além de a cidade estar preparada para receber quem estiver aqui, é deixar um grande legado de estrutura para saúde aqui de Belém”, disse.
A recomendação do MPF, encaminhada a órgãos federais, estaduais e municipais, denuncia um cenário de abandono e precariedade nas principais unidades de saúde de Belém. O órgão recomendou uma uma série de medidas emergenciais, como aumento do número de leitos, contratação temporária de médicos e enfermeiros, e instalação de um hospital de campanha para atender à demanda que deve crescer com a chegada de mais de 50 mil visitantes durante a conferência.
Desmonte e privatização da saúde
O documento expõe a omissão e incompetência da gestão municipal de Igor Normando (MDB), que mesmo após receber R$ 292 milhões em recursos federais até julho de 2025, não promoveu melhorias estruturais nem garantiu insumos básicos nos prontos-socorros e UPAs.
A Prefeitura de Belém vem promovendo um verdadeiro desmonte da rede pública, com a terceirização de serviços e a precarização das unidades básicas e de emergência.
Relatórios do Conselho Regional de Medicina confirmam a falta de insumos básicos, medicamentos, isolamento inadequado de pacientes com tuberculose e ausência de ambulâncias em unidades como a UPA da Sacramenta e a UPA de Icoaraci.








