Reuter/Yuri Gripas e Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira (6), ter recebido uma ligação telefônica do presidente norte-americano Donald Trump. A conversa, que durou cerca de 30 minutos, marcou o primeiro contato direto entre os dois líderes desde o retorno de Trump à Casa Branca, e foi descrita por Lula como uma oportunidade para “restaurar as relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.
Segundo a nota divulgada pelo Planalto, o tom do diálogo foi amistoso e incluiu temas econômicos e diplomáticos. Lula afirmou ter solicitado a Trump a retirada da sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros e o fim das medidas restritivas impostas a autoridades nacionais — sanções que vinham dificultando a cooperação bilateral desde o governo anterior norte-americano.
Durante a conversa, os presidentes também trataram do comércio entre os dois países. Lula destacou que o Brasil é um dos três membros do G20 com os quais os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços, argumento usado para defender a remoção das barreiras tarifárias.
Trump, segundo o comunicado, designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar continuidade às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O gesto foi interpretado como um sinal de disposição para reabrir canais diplomáticos mais estreitos entre os dois governos.
Lula também sugeriu um encontro presencial em breve, mencionando a Cúpula da ASEAN, na Malásia, como possível ocasião, e reiterou o convite para que Trump participe da COP 30, que será realizada em Belém, em 2025. O presidente brasileiro afirmou ainda que ambos trocaram telefones para manter uma “via direta de comunicação”.
Estiveram presentes na conversa, ao lado de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Sidônio Palmeira (Secom) e o assessor especial Celso Amorim.








