Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Depois de uma série de adiamentos, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) manteve, por maioria, a cassação do mandato do senador Beto Faro (PT), acusado de compra de votos e abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O resultado foi apertado, 4 votos a 3 ; o desempate coube ao presidente da Corte, desembargador José Maria Teixeira do Rosário, que confirmou a decisão anterior e manteve a perda de mandato.

Votaram a favor da manutenção da condenação o relator Marcos Alan, a juíza Rosa Navegantes e o próprio presidente José Maria do Rosário. Já a favor de Beto Faro se posicionaram o juiz federal Domingos Daniel Moutinho da Conceição Filho, Marcelo Guedes e a desembargadora Filomena Buarque, cujo voto surpreendeu por ressuscitar teses já superadas no julgamento anterior.

Com a decisão, Beto Faro permanece cassado, mas poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter o resultado e manter o mandato até o trânsito em julgado.

A denúncia

Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral, que ofereceu a denúncia, funcionários de uma prestadora de serviços ao governo do Pará teriam recebido a promessa de um “bônus” nos tíquetes de alimentação para convencer eleitores a votar no petista na eleição ao senado de 2022.

O relator, juiz Marcus Alan Gomes, destacou em seu voto um esquema estruturado pela Kapa Capital, ligada a Faro, para garantir sua eleição. Uma gravação revelou reuniões com funcionários públicos terceirizados, onde eram oferecidos benefícios em troca de votos. O juiz considerou as provas robustas, incluindo depoimentos e mensagens. Faro teve participação comprovada, com vínculos aos articuladores do esquema.

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