Adoecimentos, dúvidas e transferências forçadas marcam a transição da empresa, ignorando realidades das famílias, segundo o sindicato da categoria. Foto: Helder no leilão da Cosanpa. Crédito: Reprodução
BELÉM – A privatização da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), concretizada pelo governo Helder Barbalho (MDB) em abril deste ano, tem sido marcada por um cenário de insegurança, adoecimento e falta de informações para os trabalhadores. De acordo com o sindicato que representa a categoria, a empresa deixou de planejar a transição e vem ignorando a situação real de seus funcionários e suas famílias.
As críticas concentram-se especialmente nas políticas de transferência de funcionários. O sindicato contesta a forma como a empresa está conduzindo o processo, resumindo-o à emissão de comunicados com decisões da diretoria, dando prazos curtos, como vinte dias, para que uma família se mude para outra cidade.
“A empresa está deixando de observar realidades distintas e diversas, envolvendo historias, vivências de pessoas e suas famílias”, afirma a entidade em nota. Para o sindicato, a empresa não pode tratar uma transferência como uma mera formalidade administrativa, desconsiderando o profundo impacto social e emocional da medida.
Alerta sobre documentos e “manobra” empresarial
Em um alerta direto aos trabalhadores, o sindicato orienta que nenhum funcionário que esteja na situação de transferência assine qualquer documento imposto pela empresa pedindo a mudança. A entidade caracteriza a prática como uma “manobra” da empresa para se eximir da responsabilidade de efetivamente realizar a transferência e, com isso, deixar de pagar os direitos trabalhistas pertinentes à mudança de domicílio.
“Ora, não é do desejo do trabalhador/a ser transferido. É uma imposição, ‘assédio moral’, advinda do processo de privatização, que ignora a situação dos trabalhadores/as”, destaca o comunicado.
Garantia de emprego
Apesar do cenário conturbado, o sindicato ressalta que os trabalhadores possuem uma garantia formal de emprego. A Cláusula 26ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente assegura a estabilidade dos funcionários até 30 de abril de 2027. O ACT contempla cerca de 1.200 trabalhadores da Cosanpa, que passam a contar com reajustes salariais e benefícios, além da garantia de estabilidade no quadro efetivo durante o período de validade do acordo.
Confira informativo do Sindicato dos Urbanitários:









