Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Belém se transformou em um campo de confronto na manhã desta quarta-feira (17), durante a sessão destinada à análise dos projetos enviados pelo prefeito Igor Normando (MDB). O clima, que já era tenso devido ao teor das propostas – chamadas pela oposição de “pacote de maldades” ao funcionalismo –, degenerou em violência. Durante a fala dos vereadores, o áudio foi cortado, o ar-condicionado e até as luzes das galerias foram desligadas, e os servidores que tentavam acompanhar a votação, passaram mal. Tudo isso, mais a incitação de vereadores da base do prefeito, que chamaram os servidores de “vagabundos”, gerou revolta generalizada entre os presentes.

Os projetos, enviados em regime de urgência, promovem mudanças profundas na carreira do magistério e de todas as categorias dos servidores públicos municipais, alterando estruturas que, segundo entidades da categoria, podem significar perda significativa de direitos e redução de salários. Paralelamente, outro item do pacote autoriza a atualização periódica do valor venal dos imóveis com base no valor de mercado, e não apenas por índices inflacionários – medida que, na prática, gera aumento real do IPTU e eleva o custo do ITBI na compra de imóveis.

Parte dos servidores acabou impedida de ter acesso ao plenário e acompanhar a votação, o que agravou a situação. Do lado de fora, a Guarda Municipal usou mais gás de pimenta e balas de borracha, ferindo diversas pessoas. Representantes de sindicatos e associações de classe acusam a Mesa Diretora da Casa e o governo municipal de tentar esvaziar o protesto e votar as medidas sem transparência.

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