Assembleia dos trabalhadores da Fundação Papa João XXIII (Funpapa). Foto: SINTSUAS
Os servidores da assistência social e da educação municipal de Belém decidiram iniciar um movimento de greve em resposta ao pacote de projetos enviados pelo prefeito Igor Normando (MDB) e aprovado pela Câmara Municipal, que promove profundas mudanças nas carreiras e nos direitos do funcionalismo público.
Na manhã desta terça-feira (23), trabalhadores da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), organizados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SINTSUAS), aprovaram em assembleia a construção da Greve Geral dos Servidores Municipais, com indicativo de paralisação a partir do dia 19 de janeiro. A assembleia foi realizada na sede do Sindicato da Construção Civil e contou com ampla participação da categoria.
Na noite anterior, segunda-feira (22), foi a vez dos profissionais da educação da rede municipal, vinculados à Secretaria Municipal de Educação (Semec), deliberarem em assembleia organizada pelo Sintepp Belém. Assim como na assistência social, a categoria decidiu pela adesão à greve, em protesto contra o chamado “pacote da maldade” que atinge diretamente os planos de cargos, carreiras e remuneração, além de fragilizarem direitos históricos conquistados ao longo de décadas, além do aumento da carga tributária sobre a população, incluindo os próprios servidores, com a alteração da base de cálculo do IPTU.
Além da Funpapa e da Semec, outras categorias de servidores municipais devem realizar assembleias para avaliar a adesão ao movimento grevista, ampliando a mobilização rumo a uma greve unificada em defesa do serviço público e contra o que os sindicatos classificam como um ataque sem precedentes aos direitos do funcionalismo em Belém.








