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Em assembleia realizada no início da noite desta quinta-feira (29/01), os servidores da saúde pública de Belém decidiram, por unanimidade, paralisar as atividades. Com a deliberação, a categoria passa a integrar oficialmente a greve geral do funcionalismo municipal, que já conta com a adesão dos trabalhadores da educação e da assistência social.

A mobilização unificada amplia a pressão sobre a gestão do prefeito Igor Normando (MDB). No centro do conflito está a Lei nº 10.266/26, um dos projetos aprovados do chamado “pacote de maldades”. De acordo com os sindicatos, a legislação representa um duro ataque aos direitos do funcionalismo, ao retirar garantias históricas e comprometer conquistas consolidadas ao longo de décadas.

Os servidores da saúde também incluem entre as pautas da greve a exoneração de Patrick Trajan, secretário municipal de Gestão e Planejamento. A categoria atribui ao gestor papel central na formulação das medidas que resultaram na retirada de direitos e benefícios, e na precarização da carreira.

A entrada da saúde no movimento marca um novo patamar da paralisação, evidenciando o grau de insatisfação dos servidores e a gravidade dos impactos da lei sobre os serviços públicos municipais.

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