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Funcionários da Companhia de Informática de Belém (CINBESA) entraram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (10), ampliando o cenário de paralisações no serviço público municipal. A mobilização ocorre em meio à greve já deflagrada por servidores da saúde, educação e assistência social. Segundo o Sindicato de Processamento de Dados do Pará, a categoria reivindica a reparação de perdas salariais acumuladas que já chegam a 25%.

Cerca de 150 trabalhadores aderiram ao movimento com o objetivo de forçar a abertura de dissídio coletivo e retomar negociações com a gestão Igor Normando (MDB). De acordo com a diretora do sindicato, Izabel Zalouth, as tentativas de diálogo se arrastam desde o início de 2025, sem apresentação de propostas concretas. “A empresa só diz que não tem orçamento. No entanto, nesta semana o prefeito assinou um decreto criando a Secretaria de Ciência e Tecnologia, o que indica haver recursos para estruturar o novo órgão”, afirmou.

Ainda segundo a dirigente sindical, a gestão municipal estaria descumprindo um acordo firmado no último ano da gestão Edmilson (Psol) que previa a reposição gradual das perdas salariais a partir de 2025. “Além de não pagarem a perda do ano passado, estão quebrando uma cláusula de um acordo já assinado. Alegam que não podem responder por um acordo que não firmaram. E onde fica a impessoalidade da administração pública?”, questionou Zalouth.

A categoria afirma que a greve é por tempo indeterminado e que permanece aberta à negociação. Até o momento, não houve anúncio oficial de proposta por parte da CINBESA ou da Prefeitura.

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