Fotos: Reprodução

Tutores que precisam de atendimento para seus animais no hospital veterinário contratado pela Prefeitura de Belém têm enfrentado um sistema excludente, limitado e incapaz de atender à demanda da cidade. A decisão de fechar o Hospital Veterinário Dr. Vahia, no Tapanã, e transferir o serviço para a iniciativa privada foi tomada pela gestão de Igor Normando (MDB), em janeiro deste ano.

Vídeo de João Paulo Calado (@jpcalado.oficial), que esteve na unidade de São Brás nesta segunda-feira (27), revela que animais que não estão em estado grave, com risco iminente de morte, não são atendidos no hospital contratado pela Prefeitura. Casos considerados menos urgentes são recusados e encaminhados para a unidade na Pedreira, que não possui a mesma capacidade de atendimento.

O contrato com a empresa Aysu Hospital Veterinário, no valor de R$ 13,4 milhões em recursos públicos, previa, por mês, 6.500 consultas em clínica médica, urgência, emergência, ortopedia, cirurgia geral, oncológica, nefrologia, dermatologia e infectologia, além de diversos outros serviços médicos, conforme previsto no edital de chamamento.

Na atual gestão, Belém passou de uma cidade pioneira, com o primeiro hospital veterinário da região Norte – o Hospital Veterinário Dr. Vahia, no Tapanã -, para um cenário em que a saúde animal deixou de ser tratada como política pública e foi substituída por um modelo que prioriza a lógica de mercado. Um enorme retrocesso.

Em vez de ampliar e fortalecer a estrutura já existente no Tapanã, a Prefeitura optou por transferir milhões à iniciativa privada, sem garantir acesso universal e contínuo ao serviço. O resultado é um sistema que seleciona quem pode ou não ser atendido, aprofundando desigualdades e deixando à margem justamente quem mais precisa.

Confira o vídeo: 

Deixe um comentário