Campanha do PSOL afirma que ofensiva começou após vídeo no qual Araceli comenta suspeitas de irregularidades na obra. Foto: Reprodução

A pré-candidata ao Governo do Pará pelo PSOL, Araceli, passou a ser alvo de uma série de ataques nas redes sociais após vídeo que repercute indícios de superfaturamento e possíveis irregularidades nas obras do Parque da Cidade, em Belém.

De acordo com Araceli, as publicações partiram de perfis sem identificação clara, com características de contas falsas, utilizados para disseminar ofensas, desinformação e ataques pessoais contra a pré-candidata.

A estratégia de atacar perfis que criticam o atual governo do estado do Pará não é de hoje. A jornalista Mary Tupiassú, a pré-candidata ao Senado Federal, Livia Noronha, também sofreram ataques. O jornalista que denunciou o possível escândalo de custo inflado na obra, Adriano Wilkson, teve a conta do Instagram derrubada recentemente, assim como o veículo Tapajós de Fato.

Para a Araceli, a sequência de ataques representa uma tentativa de deslocar o debate sobre a necessidade de investigação dos contratos públicos.

“Começaram ataques coordenados por perfis sem identificação, tentando desqualificar quem está cobrando transparência sobre uma obra quase bilionária, mas nos não vamos recuar, afinal fiscalizar a aplicação dos recursos públicos é um dever de qualquer agente político e um direito da sociedade”, afirma Araceli.

Nesta quarta-feira (15), o PSOL protocolou uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando a abertura de inquérito civil e de procedimento investigatório criminal para apurar indícios de superfaturamento e possíveis irregularidades nos contratos relacionados à construção do Parque da Cidade, em Belém, documento, assinado por Araceli Lemos, pela deputada estadual Lívia Duarte, pelas vereadoras Marinor Brito e Vivi Reis e pela presidente municipal do PSOL, Leila Palheta.

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