Candidata da Unidade Popular ao governo do Pará afirmou, em entrevista a uma emissora local nesta quarta-feira (16), que a crise no abastecimento de água é consequência da privatização da empresa e prometeu reverter o contrato, caso eleita. Foto: Reprodução

A candidata da Unidade Popular ao governo do Pará, Gal Leite, voltou a criticar, nesta quarta-feira (16), a privatização da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) durante entrevista a uma emissora local. A crise no abastecimento de água tem sido um dos principais assuntos da campanha eleitoral no estado.

Segundo a candidata, o atual governo estadual precarizou a empresa ao longo dos anos para justificar sua venda à iniciativa privada. “O atual governo do Pará privatizou a empresa de água do nosso estado. Por vários anos, o governo precarizou a atuação dessa empresa, difundindo para a população que a única saída era sua privatização. Como é possível que uma empresa rentável para o estado, que oferece algo primordial para a vida das pessoas, seja privatizada para servir de lucro para empresas internacionais?”, questionou.

Gal Leite afirmou ainda que a população paraense tem sido penalizada pelos efeitos da privatização, inclusive moradores que possuem poços artesianos. “O povo do Pará está pagando a conta. Quem tem seu poço artesiano está tendo que pagar a conta também. E as periferias e muitas cidades do estado estão ficando sem água”, declarou.

Como proposta de governo, a candidata defende a reestatização da companhia, com o cancelamento do contrato de privatização, além da ampliação dos serviços de água e esgoto em todo o estado. Gal Leite propõe a criação de unidades da Cosanpa em todos os municípios para universalizar o acesso ao saneamento básico.

A candidata também defende a criação de conselhos com técnicos da companhia e representantes da sociedade civil, bem como a realização de concursos públicos para ampliar o quadro de servidores da empresa.

“Em nosso governo, o povo estará no centro das decisões. Por isso, vamos reverter a privatização, cancelar o contrato e fortalecer a Cosanpa como uma empresa do povo e para servir ao povo e não às elites”, concluiu

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