Adriano Coelho declarou aumento de quase R$ 64 milhões desde 2022; patrimônio de João Coelho cresceu outros R$ 20,4 milhões somente entre 2024 e 2026. Foto: Reprodução Redes Sociais
Os irmãos Adriano e João Coelho, candidatos a deputado federal e estadual nas eleições deste ano, registraram juntos um aumento de R$ 84.354.155,54 no patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. Adriano passou de R$ 7.307.631,16 em 2022 para R$ 71.216.159,16 em 2026, enquanto João saltou de R$ 32.121.544,25 em 2024 para R$ 52.567.171,79 neste ano.
Atualmente, os irmãos declaram à Justiça Eleitoral um patrimônio conjunto de aproximadamente R$ 123,8 milhões.
O maior crescimento foi registrado pelo deputado estadual Adriano Coelho. Como já mostramos em agosto, seu patrimônio saltou de cerca de R$ 7,3 milhões, em 2022, para R$ 71,2 milhões em 2026. Em quatro anos, o parlamentar acrescentou aproximadamente R$ 63,9 milhões ao patrimônio declarado, uma alta de 874,5%.
A evolução patrimonial de seu irmão João Coelho, vereador de Belém e candidato a deputado estadual, disputou as eleições de 2024 declarando R$ 32,1 milhões em bens. Apenas dois anos depois, na declaração apresentada à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026, seu patrimônio alcançou R$ 52,5 milhões. São R$ 20,4 milhões a mais em dois anos, crescimento nominal de aproximadamente 63,7%.
Somando as duas evoluções patrimoniais, Adriano e João triplicaram seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, com um acréscimo de aproximadamente R$ 84,35 milhões.
Empresas da família receberam milhões do Estado
Empresas pertencentes ao pai, à mãe e à irmã dos candidatos receberam mais de R$ 230 milhões do Governo do Pará nos últimos anos, com forte concentração de contratos e pagamentos relacionados à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
A Marco Coelho Serviços, do pai dos candidatos, Marco Antonio de Sousa Coelho, recebeu R$ 144,2 milhões da Seduc desde 2016, segundo dados da Controladoria-Geral da União levantados pelo UOL. Já a Lastro Projetos e Construções, da mãe, Diana Albuquerque Coelho, recebeu aproximadamente R$ 27 milhões do Governo do Pará desde 2024. A JR Limpeza e Conservação, da irmã Adryane Albuquerque Coelho, recebeu aproximadamente R$ 61 milhões do Estado desde 2021.
Os irmãos Coelho passaram a ser citados em uma investigação da Polícia Federal depois da apreensão de R$ 2,5 milhões em espécie, em Belém, no último dia 16.
A investigação tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), e tem como investigados João Carlos Ruy Seco Gemaque e Rubens Lima Teixeira, os dois homens presos na operação.
Segundo informações reveladas pelo UOL, a PF apura a suspeita de que o dinheiro tenha saído da Lastro Projetos e Construções, empresa da mãe de João e Adriano, e seria destinado ao financiamento eleitoral irregular. A empresa havia recebido R$ 4 milhões da Seduc pouco mais de uma semana antes da apreensão. A origem específica dos R$ 2,5 milhões e sua eventual relação com recursos públicos ainda estão sob investigação.








