Foto: Reprodução/Instagram

Mesmo fora do país, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguirá recebendo salário bruto de R$ 46.366,19. O senador fugiu para os Estados Unidos no dia 27, após perder a eleição presidencial e depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o obrigava a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF).

Atualmente, o salário de um senador no Brasil é de R$46.366,19. Além disso, cada parlamentar dispõe de cota parlamentar que varia entre entre R 36,6 mil e R$ 52,8 mil mensais, destinada ao custeio de despesas relacionadas ao mandato, como passagens aéreas, combustível, linha telefônica, hospedagem e alimentação.

Deixar o país não acarreta, necessariamente, a perda do mandato parlamentar. O Regimento Interno do Senado, no entanto, estabelece procedimentos para viagens internacionais, licenças e registro de presença. Há a expectativa de que o parlamentar solicite licença do Senado. Caso o afastamento seja de até 120 dias, Flávio conseguirá concluir o mandato, que se encerra em 31 de janeiro, mesmo estando no exterior.

Paralelamente, tramitam diversas ações que buscam suspender o seu salário, o auxílio-moradia e a utilização de recursos destinados ao gabinete e à atividade parlamentar, entre eles a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (Ceaps).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não deverá criar obstáculos para que Flávio Bolsonaro continue exercendo o mandato e recebendo o salário, segundo decisão revelada pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles. Por trás do discurso de defesa das regras do Senado há uma conta eleitoral: Alcolumbre pretende se reeleger presidente da Casa e precisa dos votos do PL.

O senador derrotado perde o foro privilegiado a partir de 2027 e enfrenta inúmeras investigações que apuram suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e movimentações financeiras.

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