Dirigido por Luiz Arnaldo Campos e rodado em Tucuruí e Breu Branco, longa mistura realismo mágico, mitologia amazônica e crítica aos impactos do garimpo, com elenco nacional e talentos paraenses.. Foto: Vídeo Reprodução
Nos rios da Amazônia, vivem mulheres encantadas. Uma delas, Maniati, rompe a tradição ao se apaixonar por um garimpeiro — e, com isso, desperta um conflito que ameaça o equilíbrio entre os mundos da natureza e da cobiça.
Assim começa Águas Mágicas, novo longa-metragem de ficção do cineasta paraense Luiz Arnaldo Campos, que foi rodado em Tucuruí e Breu Branco, no sudeste do Pará, e cuja pré-estreia vai acontecer neste sábado (17), às 19h, no cinema Alexandrino Moreira (antigo IAP), em Belém.
A produção é da Floresta Cine Vídeo, produtora com quase duas décadas de atuação no audiovisual da região Norte, e marca um importante avanço na descentralização do cinema brasileiro. O projeto é viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Secult)
Ambientado em um vilarejo fictício às margens da floresta, o filme mistura realismo mágico, mitologia amazônica e crítica social para narrar o drama de Maniati — uma mulher das águas —, Marcos, um jovem garimpeiro, e Velho Antônio, pescador e guardião das encantadas. À medida que paixão e cobiça se entrelaçam, a narrativa aborda temas atuais como a destruição ambiental, o impacto do garimpo e os conflitos nos territórios tradicionais.
“É um filme sobre amor e destruição, onde a floresta e seus mitos se levantam contra a ganância humana. É também sobre renascimento, resistência e encantamento”, resume Luiz Arnaldo Campos.
O elenco reúne nomes reconhecidos e talentos da nova geração. Markus Konká, ator da série Guerreiros do Sol (Globoplay), interpreta o Velho Antônio. Lucas Franco (Globo/RTP Portugal) dá vida ao garimpeiro Marcos, e a modelo paraense Heloisa Silva estreia no papel de Maniati. O filme conta ainda com atuações das paraenses Marília Araújo, Waldo Piano e da jovem Geovana Ramos.
Produção dentro da água – As atrizes que interpretam as mulheres das águas passaram por um processo de preparação que envolveu cerca de três meses de aulas práticas de nado artístico, sob a direção da professora Fabricia Moinhos, na Escola de Educação Física da Universidade do Estado do Pará, e do diretor do filme, Luiz Arnaldo.
A equipe técnica é majoritariamente formada por profissionais paraenses, como Klebson Mago (edição), Mário Ribeiro (som), Celia Maracajá (arte), Claudio Barros (preparação de elenco), Luiz Pardal e Jacinto Khawage (trilha sonora). A produção executiva é de Sônia Guimarães.
Águas Mágicas aposta na força simbólica da Amazônia para construir uma narrativa audiovisual potente e sensível. A direção artística valoriza os cenários naturais — igarapés, praias fluviais, palafitas e florestas — em uma atmosfera de beleza e tensão constante.
Sobre a produtora
Sediada em Tucuruí (PA), a Floresta Cine Vídeo atua há quase 20 anos no mercado de produção audiovisual do Norte do Brasil. No portfólio, destacam-se a tele-série Diários da Floresta, o telefilme Aikewara, os documentários A Descoberta da Amazônia pelos Turcos Encantados e Chupa-Chupa — A História que Veio do Céu, além dos programas televisivos TV Rural, Feito no Pará e MTV Belém. Com Águas Mágicas, a produtora reafirma seu papel como referência no fortalecimento do audiovisual amazônico.
Serviço: Pré-estreia do longa-metragem “Águas Mágicas”, do cineasta Luiz Arnaldo Campos
Dia: sábado (17), às 19h
Local: Cinema Alexandrino Moreira (antigo IAP), em Belém (Rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos, nº 236, bairro de Nazaré – ao lado da Basílica)








