Publicações antigas do senador e candidato à reeleição foram removidas às vésperas do segundo turno; entre elas, mensagens que associavam transferência de renda à compra de votos e defendiam limite de dois anos para benefício estadual. Foto: reprodução
Publicações antigas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacando o Bolsa Família e outros programas sociais foram apagadas de suas redes sociais. A exclusão foi denunciada nesta segunda-feira (19), a seis dias do segundo turno presidencial. Nas mensagens, o candidato associava a transferência de renda à compra de votos, acusava o PT de manter famílias na pobreza para garantir apoio eleitoral e defendia limitar a dois anos o recebimento de um benefício estadual.
A denúncia surgiu no mesmo dia em que Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio, chamou a dependência de programas sociais de “prisão assistencialista”.
Entre as postagens removidas estava uma de 2013 na qual Flávio afirmava que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, associando o programa à dependência dos beneficiários. Também foram apagadas publicações de 2014 em que o então deputado estadual questionava a situação de pessoas que recebiam Bolsa Família ou seguro-desemprego, além de mensagens de 2011 nas quais criticava políticas de transferência de renda.
Naquele ano, Flávio também utilizou a expressão “bolsa-farelo” para se referir ao Renda Melhor, programa criado pelo governo do Rio de Janeiro para complementar a renda de famílias que já recebiam o Bolsa Família. O benefício estadual chegava a R$ 300.
Quando era deputado estadual, Flávio votou contra a criação do Renda Melhor e defendeu que o pagamento tivesse prazo máximo de dois anos.
Procurada, a campanha de Flávio não havia respondido sobre o motivo da exclusão das publicações até a publicação da reportagem que revelou as remoções.
Com informações do ICL e Estadão









