Caçador de pérolas

Do caçador de pérolas
Dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, em julho/2010, 13 receberam juntos aproximadamente R$ 6,5 milhões doados por empresas do setor de agronegócio, pecuária e até do ramo de papel e celulose durante campanha à reeleição, de acordo com as declarações disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral.
Informação do site Terra Chamando, em matéria intitulada “Deputados que aprovaram novo Código Florestal receberam doação de empresas desmatadoras” – 04/04/2011

Pena alternativa pro Bolsonaro: varrer a avenida Paulista após a Parada Gay! Com a língua.
José Simão – Folha de S. Paulo – 05/04/2011

Há um carro para cada seis habitantes no Brasil, paridade que vem diminuindo a cada ano. O fenômeno do crescimento econômico, do crédito farto – e agora mais caro – e da ascensão da classe média levou a frota brasileira a registrar aumento de 61,3% em uma década, atingindo 32,4 milhões de veículos em 2010. No mesmo período, a população aumentou 12,3%, para 190,7 milhões de pessoas.
Cleide Silva em reportagem para O Estado de S.Paulo – 10/04/2011

Vamos manter taxa de inflação em no máximo 1,5%, perseguir equilíbrio fiscal, independência do Banco Central, respeitar contratos e não vamos ter controle cambial.
Ollanta Humala, candidato de esquerda nas eleições peruanas, apoiado por Lula – Folha de S. Paulo – 10/04/2011

Fazer das escolas fortalezas seria absurdo em muitos sentidos, além da evidência de que mesmo quartéis são assaltados, inclusive em seus bancos internos como o da Vila Militar no Rio
Jânio de Freitas, jornalista, sobre o massacre de alunos em uma escola municipal de Realengo – Folha de S. Paulo – 10/04/2011

A classe operária ainda existe. Ainda se revolta. Ainda sabe incendiar ônibus, enquanto as empresas se protegem com a Guarda Nacional e recebem gordos financiamentos públicos.
Vito Giannotti, jornalista, sobre as revoltas nas obras de Belo Monte e Jirau – Brasil de Fato – 08/04/2011

Se dizem que a imagem vale mais que mil palavras, porque se fala e se grita tanto?
Tostão, ex-jogador de futebol e comentarista, sobre a transmissão de jogos pela TV – Folha de S. Paulo, 10/04/2011

Como é que bota na selva amazônica centenas de homens sem mulher? Era preciso ter bordéis nos canteiros de obras.
Paulo Pereira da Silva, deputado federal (PDT-SP), em reunião para discutir as greves nas obras do PAC – O Globo – 01/04/2011

Faço um apelo aos governos federal, estadual e municipal: que zerem as dívidas (…). Quem está na presidência dos clubes não têm condição para isso, nem patrocinadores que arquem com elas. Deve-se pedir ao governo para relevar e exercer a taxação zero, não cobrar imposto disso ou daquilo.
João Havelange, ex-presidente da Fifa – O Globo – 08/04/2011

O assunto foi tratado com o silêncio da floresta porque as obras estão no mato e os trabalhadores são peões. Se as demissões acontecessem numa grande cidade, degolando numa categoria com melhores salários e algum ativismo político, o barulho seria enorme
Elio Gaspari, sobre as 4 mil demissões em Jirau (RO) – Folha de S.Paulo – 20/04/2011

O movimento do Kassab tem que ser aplaudido por nós. No momento em que ele vem para a base de apoio da Dilma, nós não podemos ser contra. Temos que elogiar
Edinho Silva, presidente estadual do PT – Folha de S.Paulo – 20/04/2011

Falar sobre o quê? Se for sobre essa putaria do Globo, essa de carro oficial, não. Falo sobre coisas sérias. Quer que eu venha de bicicleta? Eu sou prefeito. Ando de carro oficial e com segurança. Ou você quer que eu seja morto como o Celso Daniel?
Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo do Campo, chegando para reunião com ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu em carro oficial – O Globo – 20/04/2011

Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como em todas as metrópoles deste planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços das autoridades de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? Spectroman!
Frase que abria os episódios da série japonesa de TV “Spectroman”, produzida no início dos anos 70.

A excursão de um dia à zona de perigo custa US$ 100 (em torno de R$ 160). O preço inclui almoço no refeitório da usina. Na capital Kiev, as estações de rádio anunciam as excursões com: “Visite Tchernobil”. O governo ucraniano anunciou planos de aumentar o número anual de turistas de 60.000 para 1 milhão. Desde o acidente nuclear de Fukushima, as excursões lotaram.
Benjamin Bidder em reportagem para a Der Spiegel – Notícias UOL – 26/04/2011

Todos moramos em casas radioativas, respiramos ar radioativo, comemos comida radioativa, bebemos água poluída. Somos como prisioneiros.
Svetlana Ivanovna, que mora nas imediações de Chernobyl e registra elevado número de suicídios, em reportagem de Sergei Loiko, publicada pelo Los Angeles Times – O Estado de S.Paulo – 26/04/2011

Não cabe ao Estado dizer que uma roupa é signo de opressão. Até porque, a opressão é algo que só pode ser enunciado na primeira pessoa do singular (“Eu me sinto oprimido”), e não na terceira pessoa (“Você está oprimido, mesmo que não saiba ou não tenha coragem de dizer. Vim libertá-lo”).
Vladimir Safatle, professor de filosofia, sobre medida que proíbe mulheres francesas de usar alguns tipos de véu muçulmano – Folha de S. Paulo – 26/04/2011

Um dia se fará justiça ao Ku Klux Klan; tivéssemos uma defesa dessa ordem, que mantém o negro no seu lugar, e estaríamos livres da peste da imprensa carioca – mulatinho fazendo o jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva.
Trecho de uma das cartas inéditas de Monteiro Lobato, que serão publicadas pela revista “Bravo!”, em maio – Folha de S.Paulo – 26/04/11

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