“Pior que a gente nem conheceu a cara da secretária”, diz radialista sobre acusação de assédio sexual de Caboclo, presidente afastado da CBF

Ivo Amaral disse que “pior que a gente nem conheceu a cara da secretária para ver se valia a pena tanto esforço”

Um comentário machista e misógino do radialista Ivo Amaral, que dividia a bancada do Programa Conexão Cultura da Rádio Cultura do Pará com o apresentador Kelves Raniery, causou revolta e indignação.

Ao falar sobre a acusação de assédio sexual que teria sido cometida pelo presidente afastado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, Ivo Amaral disse que “pior que a gente nem conheceu a cara da secretária para ver se valia a pena tanto esforço”.

Em nota, Comissão de Mulheres do Sindicato dos Jornalistas do Pará afirmou que radialista e apresentador, Kelves Raniery, comentaram de forma “machista, jocosa e inapropriada” notícia sobre uma denúncia de assédio sexual contra o Presidente da CBF.

Nota de Repúdio

A Comissão de Mulheres do Sindicato dos Jornalistas do Pará – SINJOR-PA, grupo que reúne mais de 60 mulheres jornalistas que atuam no estado do Pará, REPUDIA a conduta do apresentador Kelves Raniery e do comentarista Ivo Amaral, no Programa Conexão Cultura da Rádio Cultura, no último dia 7 de junho.

Na ocasião, ambos comentaram de forma MACHISTA, JOCOSA e INAPROPRIADA notícia sobre uma denúncia de assédio sexual contra o Presidente da CBF veiculada no último domingo, 6.

É muito importante destacar que os comentários de cunho machista são um importante elo de fortalecimento e manutenção da dinâmica patriarcal, que determina uma realidade de assédio físico, psicológico, moral, sexual e patrimonial, num país que é o quinto do mundo em número de feminicídios.

As expressões machistas andam lado a lado das ofensas, assédios, acusações e julgamentos que tentam ridicularizar e esvaziar de poder mais de 50% da população brasileira, uma forma de incentivar a cultura do estupro em um programa de rádio.

Esse tipo de situação não pode, nem deve se repetir. É ofensivo e anacrônico.

Nesse sentido, por se tratar de uma emissora pública, a Comissão de Mulheres do SINJOR:

Considera importante que a Rádio Cultura emita nota ou pedido de desculpas no mesmo programa;

Considera fundamental que a FUNTELPA realize um amplo programa de combate ao machismo entre os funcionários da emissora, para evitar que situações como essa voltem a se repetir, além de um amplo debate sobre a função social de uma fundação pública de telecomunicações no contexto de um estado como o do Pará.

Atenciosamente,

Comissão de Mulheres do SINJOR – Sindicato dos Jornalistas do Pará

Uma resposta para ““Pior que a gente nem conheceu a cara da secretária”, diz radialista sobre acusação de assédio sexual de Caboclo, presidente afastado da CBF”

  1. No Pará, já passaram muitos locutores esportivos bons, depois que eles se foram ficou só o Cláudio Guimarães.

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