Desembargadora suspeita de vender decisões do STJ tenta livrar Eguchi

A Justiça Federal, por meio da desembargadora Maria do Carmo Cardoso, determinou em decisão liminar, a suspensão do procedimento criminal contra o delegado federal Everaldo Eguchi, em trâmite na Vara Única da Subseção Judiciária de Marabá, e o retorno dele ao cargo de delegado fedeal, até o julgamento definitivo do habeas corpus. Eguchi foi acusado de vazar informações (violação de sigilo funcional) durante a operação ‘Migrador’, da Polícia Federal, em 2018, e afastado de suas funções da PF em julho deste ano. A operação ‘Migrador’ foi executada em Marabá e comandada pela Delegacia Federal no município, tendo como alvo uma organização criminosa dedicada à exploração ilegal de minério e maganês.

Salta aos olhos, no entanto, algumas notícias veiculadas pela imprensa nacionalmente sobre a referida desembargadora. Em setembro de 2017, a revista Veja publicou matéria feita a partir de mensagens obtidas que sugeriam que a JBS negociava sentenças e tentava subornar juízes de tribunais superiores. “O que a JBS não contou”. Leia mais em: https://veja.abril.com.br/revista-veja/o-que-a-jbs-nao-contou/ Ainda segundo a matéria, a advogada indicada por Bolsonaro para o Cade, e filha da desembargadora, seria a responsável por integrar um esquema de venda de sentenças, junto com sua irmã. O site “Consultor Jurídico”, em matéria do mesmo ano, detalha o esquema: “Nova suspeita de venda de sentença traz velhos conhecidos do Ministério Público”. Leia mais https://www.conjur.com.br/2017-set-12/suspeita-venda-sentenca-traz-velhos-conhecidos-pgr

Ela também aparece em outra matéria, do Diário do Centro do Mundo, “Desembargadora acusada de tráfico de influência pode ceder manganês a coreanos processados fora do Brasil”, publicada em março de 2018, sobre uma disputa judicial no estado do Amapá, em valores de mais de meio bilhão de reais, entre duas mineradoras. Leia mais: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/desembargadora-acusada-de-trafico-de-influencia-pode-ceder-manganes-coreanos-processados-fora-do-brasil-por-zambarda/

Mais recentemente, outra notícia foi veiculada na grande imprensa, desta vez sobre decisão em que a Desembargadora liberou as comemorações do golpe de 1964. Leia mais: https://www.conjur.com.br/2019-mar-30/desembargadora-trf-libera-comemoracoes-golpe-1964

Operação Mapinguari

Pesa ainda contra o delegado afastado, a dinheirama de mais de R$600 mil encontrada em sua casa, durante operação Mapinguari da Polícia Fedeal, em julho de 2021.

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