Governo do Pará acerta com passaporte da vacina e cria barreiras para o negacionismo

Foto: reprodução

Helder Barbalho, governador do Pará, acertou em cheio ao anunciar o novo decreto estadual estabelecendo a obrigatoriedade do passaporte vacinal em locais com grande fluxo de pessoas. A medida, tem por objetivo, o incentivo de vacinação contra a Covid-19 no território paraense, considerando os dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que aponta cerca de 2 milhões de pessoas com doses em atraso em todo estado, e um milhão em atraso com a segunda dose.

Com a decisão, Helder também mandou às favas o negacionismo de plantão, responsável pela propagação da desinformação que inunda as redes sociais e os meios de comunicação, negando evidências científicas, com teorias e discursos conspiratórios para favorecer interesses políticos escusos. A política negacionista já ajudou a levar à morte mais de 600 mil brasileiros, quase 17 mil no Pará.

No final de novembro, o governador chegou a fazer um alerta através de suas redes sociais sobre a vacinação no Estado: “Os casos de covid-19 em algumas regiões do Estado voltaram a crescer. Lamentavelmente, nós estamos acompanhando o aumento da incidência de casos em algumas regiões do Pará, destacando a região do Carajás, do Baixo-Amazonas e região do Xingu, e claro, absolutamente vinculado a baixa cobertura de vacina nestas regiões do Estado. Portanto, relação direta entre as cidades que menos vacinaram com o aumento de casos de coronavírus”, alertou o governador.

A decisão do governo do Pará, soma-se a outras iniciativas no mesmo sentido em todo o país e no mundo. Um levantamento do Jornal de Brasília, publicado no dia 04, aponta que pelo menos 20 capitais do Brasil exigem algum tipo de passaporte da vacina para entrar em eventos ou frequentar determinados tipos de estabelecimento.

Para especialistas, segundo a matéria, a medida ganhou importância adicional diante da chegada da variante Ômicron, cujos estudos preliminares apontam maior risco de contágio. Segundo a bióloga Natalia Pasternak, doutora em microbiologia pela USP e presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), o passaporte de vacina é uma medida eficaz para reduzir o contágio do coronavírus. A medida também incentiva a imunização, afirma.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também defende a adoção do passaporte de vacinas nos protocolos sanitários, inclusive nos diversos ambientes de trabalho, como bares e restaurantes, escolas e universidades, comércio e serviços. Para os cientistas da instituição, a medida é necessária até que haja um cenário menos incerto da pandemia e a vacinação avance ainda mais.

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