Ato contra passaporte da vacina reúne poucas pessoas em Belém

Ato esvaziado contra o passaporte da vacina no Pará.

Um ato contra o Decreto Estadual 2.044/2021 que exige comprovante de imunização, o chamado “passaporte da vacina”, contou com poucos apoiadores, na manhã desta terça-feira (14), em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em Belém. A manifestação foi organizada por apoiadores do presidente Bolsonaro (PL). Sem a adesão da população, majoritariamente vacinada na capital, o ato acabou se transformando num “choro de pitangas” contra as medidas sanitárias.

O passaporte de vacinação contra covid-19 foi regulamentado pelo governador Helder Barbalho (MDB) no início do mês. A medida exige a apresentação do comprovante de vacinação para ter acesso a locais como bares, restaurantes, eventos e repartições públicas.

Dois em cada três brasileiros são favoráveis ao passaporte

Em meio à discussão no Brasil sobre a importância do passaporte da vacina, pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 65% dos brasileiros são favoráveis à exigência do comprovante. Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira, 14, essa parcela da população considera que os estabelecimentos comerciais e outros lugares devem exigir o certificado como condição para os clientes frequentarem os mesmos. Apenas 22% são contra essa prática, outros 10% indicaram não ter opinião formada sobre o assunto.

A medida, que é desestimulada pelo governo federal, é defendida por pesquisadores e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que acreditam que o “passaporte vacinal”, como é chamado popularmente, estimula uma maior adesão à vacinação e deve ser uma política pública incorporada mais amplamente.

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