Neste domingo (3), o termo “Bolsolão do Busão” amanheceu na lista de assuntos mais comentados do Twitter. O motivo é a revolta de usuários das redes sociais diante da notícia de que o Ministério da Educação de Jair Bolsonaro pretende superfaturar em mais de R$ 700 milhões a compra de ônibus escolares.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fez uma licitação, marcada para a próxima terça-feira (5), que prevê a compra de ônibus escolares com preços inflados. O alerta partiu de instâncias de controle e da própria área técnica do fundo.

O governo Jair Bolsonaro aceitou pagar até R$ 480 mil por um ônibus que, de acordo com o setor técnico do fundo, deveria custar no máximo R$ 270,6 mil. O processo licitatório permitirá a aquisição de até 3.850 veículos como parte do programa Caminho da Escola. Ao final da compra, o valor total pode aumentar de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,045 bilhões, alta de até 55% ou R$ 732 milhões.

O programa também despertou a atenção de parlamentares interessados em faturar com a entrega dos ônibus em seus redutos eleitorais.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a área técnica fundo disse que a “discrepância das cotações apresentadas pelos fornecedores em relação ao preço homologado do último pregão (…) implica em aumento não justificado do preço, sem correspondente vinculação com as projeções econômicas do cenário atual”.

Em nota, o FNDE disse que o pregão “atendeu a todas as recomendações da CGU, inclusive quanto à metodologia de cálculo dos preços estimados, que são sigilosos por recomendação do próprio órgão de controle, que acompanha todas as fases do processo licitatório”.

Atuação política

Segundo o Estadão, a operação do processo licitatório teve atuação direta de um dos diretores do FNDE, Garigham Amarante, na definição dos valores superestimados.

Amarante foi indicado para o cargo por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro.

O fundo é presidido por Marcelo Ponte, que chegou ao cargo por indicação do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, de quem foi chefe de gabinete.

Fonte: Brasil 247 e Fórum

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